De herói a mentiroso: Moro paga por negociar a toga em troca do cargo de ministro

Sérgio Moro é chamado de mentiroso e deverá prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados - foto: arquivo

Após denúncia do ex-presidente nacional do PSL Gustavo Bebianno, ex-ministro e coordenador da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, de que o ex-juiz federal Sérgio Moro se dispôs a assumir um cargo no Executivo antes do fim das eleições, o atual ministro da Justiça e Segurança Pública deverá ser convocado a dar explicações na Câmara dos Deputados.

‘Houve uma relação promíscua de Moro com Bolsonaro antes do resultado final da eleição’, denunciou Pimenta, em vídeo publicado ao lado de Wadih Damous, ex-deputado pelo PT e ex-presidente da OAB.

#MoroMente

O parlamentar defende uma acareação entre Moro, Bebianno, os ministro Paulo Guedes, da Economia, e Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, além do empresários Paulo Marinho. Segundo ele, todos sabiam da articulação para o ex-juiz participar do eventual governo Bolsonaro.

Em linha com a declaração de Pimenta, a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), criticou a parcialidade do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

“Não é de hoje que #MoroMente, enquanto negociava cargo de ministro de Bolsonaro julgava caso do sítio Atibaia e distribuía delação de Palocci para a mídia. Tudo isso às vésperas do 1o turno das eleições. Nem precisa desenhar, o rei está nu”, escreveu o parlamentar, em uma rede social.

Negociando a magistratura

A mensagem da parlamentar foi publicada após o ex-ministro da Secretaria-Geral da República Gustavo Bebianno afirmar ao jornalista Fabio Pannunzio que o ex-juiz teve pelo menos cinco encontros com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, antes do resultado da eleição presidencial.

Bebianno contou que aliados tiveram um encontro na casa de Bolsonaro. “Paulo Guedes me chama e diz ‘quero conversar com um você um negócio importante’.

Ele me contou já tinha tido cinco ou seis conversas com Sérgio Moro e que Moro estaria disposto a abandonar a magistratura e aceitar o desafio como ministro da Justiça”, revelou o ex-ministro.

Correio do Brasil

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