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De virada Flamengo destrói o River Plate, é Campeão

Gabigol corre para comemorar um dos gols do título sobre o River Plate - Foto: LUKA GONZALES / AFP

Final não se joga, se ganha. A máxima vale até para um time que voltava a disputar uma decisão de Libertadores depois de 38 anos. O gigante Flamengo acordou e mostrou que o peso do jejum não era páreo para o de sua camisa e de sua torcida. Embora dominado pelo River Plate , venceu por 2 a 1 nos minutos finais e voltou a erguer a taça contra o atual campeão, em Lima, no Peru. Teve gol de Gabigol , que balançou a rede duas vezes, aos 43 e 46 minutos do segundo tempo e garantiu o bicampeonato.
“Fica, Gabigol”, gritaram os flamenguistas após a conquista do título. O jogador fez o símbolo de um coração para as arquibancadas.

O discurso de que a experiência na disputa de finais da Libertadores ajudaria no lado emocional parecia fazer sentido o jogo todo. Embora tecnicamente superior, o Flamengo não conseguiu se impor como de costume e viu o River se sobrepor aos poucos no Monumental. O comportamento das torcidas indicava a apreensão do Flamengo em razão do jejum. Enquanto de um lado os argentinos voltavam a uma decisão para defender o título, do outro os rubro-negros se mantiveram apreensivos. Mas isso mudou no fim. Ao perceber que o Flamengo não conseguia reagir, os rubro-negros tiraram forças do próprio desespero e empurraram a equipe. Deu certo.


Em campo, a estratégia de Marcelo Gallardo foi conter o ímpeto inicial dos rubro-negros e forçar o erro nos passes. Sem conseguir ficar com a bola muito tempo, o Flamengo deu brechas para contra-ataques perigosos dos argentinos, que abriram o placar cedo. Depois de sofrer o gol de Borré, que entrou sem marcação na área após cruzamento de Nacho Fernandez, o Flamengo simplesmente não conseguiu tocar a bola e voltar para o jogo. Só a quinze minutos do fim.

Mesmo assim, o time mal conseguiu entrar na área. Gerson teve dificuldade de pensar o jogo e saiu com dores no segundo tempo. A entrada de Diego mudou pouco o panorama. O time parecia já não encontrar forças para reagir. Até porque precisava se preocupar em não levar o segundo gol, que sepultaria as esperanças. A melhor chance veio ainda no início da etapa final, em boa jogada de Bruno Henrique, que sobrou para Éverton Ribeiro quase empatar.

O último suspiro da torcida do Flamengo veio aos trinta minutos. Quando o Flamengo melhorou. Faltava a bola entrar. Mas Gabigol estava lá, iluminado, para completar as duas últimas jogadas da partida.

Fonte: O Globo

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