
Um grupo de 25 parlamentares democratas dos Estados Unidos enviou uma carta ao Departamento de Estado para cobrar esclarecimentos sobre a participação do governo Donald Trump na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil e sua entrada em território norte-americano.
Os congressistas questionam se a Casa Branca facilitou a viagem, providenciou vistos para o senador e seus familiares ou ofereceu apoio logístico, mesmo diante de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinava a retenção dos passaportes de Flávio. O documento também pergunta se houve articulação entre autoridades norte-americanas e representantes do parlamentar.
A carta, encaminhada ao departamento chefiado por Marco Rubio, solicita uma resposta oficial até 13 de novembro. Os parlamentares afirmam que o Congresso e a população dos EUA têm interesse em saber se estruturas diplomáticas e migratórias do país foram utilizadas para auxiliar uma figura política estrangeira nessas circunstâncias.
Flávio deixou o país dois dias após a derrota nas eleições presidenciais, apesar da determinação judicial que o impedia de viajar. Segundo as informações divulgadas, ele cruzou a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular com destino ao Equador. De lá, seguiu para Miami com a esposa e as duas filhas.
O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, confirmou participação na organização do voo. Donald Trump também autorizou a entrada temporária do senador e de sua família nos Estados Unidos.
Após chegar ao país, Flávio divulgou uma carta com críticas ao sistema eleitoral brasileiro. Na primeira versão, declarou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas alterou o texto posteriormente e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
A iniciativa dos democratas ocorre em meio a declarações de Trump sobre as eleições brasileiras. Na quinta-feira (29), o presidente norte-americano classificou o pleito como uma “desgraça” e voltou a questionar o processo eleitoral, sem apresentar provas de irregularidades.




