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Dossiê de 200 operações revela a ‘caixa-preta da corrupção’ na gestão Wilson Lima e Roberto Cidade

Rombos fiscais e corrupção dos governos Wilson Lima e Roberto Cidade (UB) - foto: recorte

BOMBA: Dossiê de 200 matérias revela teia de corrupção na gestão Wilson Lima e Roberto Cidade

Um raio-X sobre o destino do dinheiro público no Estado do Amazonas traz à tona um padrão sistemático de opacidade administrativa e possíveis prejuízos ao erário.


Trata-se do Dossiê: 200 Fatos Sobre a Gestão Wilson Lima e Roberto Cidade, um acervo analítico cobrindo publicações de junho a agosto de 2026 que reúne 200 reportagens embasadas em diários oficiais, notas de empenho e registros da Receita Federal.

A investigação abrange 31 órgãos e entidades estaduais, com destaque para as áreas de saúde, segurança pública, cultura e habitação, expondo um vocabulário burocrático marcado por contratações sem licitação, despesas sem cobertura contratual e aditivos milionários.

Principais Achados do Dossiê:

A “Caixa-Preta” de R$ 1,6 Bilhão na Cultura: A Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), uma entidade privada sem fins lucrativos, gerenciou mais de R$ 1,6 bilhão entre 2020 e 2025 via contratos de gestão. Por não integrar o Portal da Transparência direta, seus gastos escapam ao controle público. Além disso, a AADC registrou R$ 19,6 milhões em rendimentos financeiros de aplicações com verbas de emendas parlamentares impositivas, sem esclarecer se os juros retornarão ao Tesouro.

Apagão Habitacional e o Contrato de “Estagiários”: No programa Amazonas Meu Lar, com orçamento global previsto de R$ 4,7 bilhões, o maior contrato gerido pela SEDURB e SUHAB (Contrato nº 001/2024, no valor de R$ 446 milhões) foi cadastrado no Portal da Transparência sob o rótulo de “Estagiários”, camuflando a consulta pública.

Gasto milionário com juros na Habitação: Entre 2019 e 2026, a UGPE e a SEDURB emitiram R$ 171,5 milhões em notas de empenho sob a rubrica de “Reconhecimento de Dívida”. Em um dos casos (Igarapé do Quarenta), 91,8% do valor pago (R$ 13,6 milhões) destinou-se exclusivamente a juros e correções por atrasos do próprio governo, e não às obras.

Monopólio e Inadimplência na Segurança Pública: Mais de 26% do orçamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) entre 2019 e 2026 — cerca de R$ 462 milhões — foi destinado a um pequeno grupo de empresas de locação de veículos e equipamentos. Diversas dessas fornecedoras respondem a inquéritos no MP-AM, PF e TCE-AM. Paralelamente, atrasos nos pagamentos do Estado geraram graves ameaças de recolhimento da frota de viaturas policiais.

Erros Cadastrais e R$ 205 Mil para CNPJ Inexistente: O cruzamento de extratos revelou pagamentos autorizados a CNPJs com dígitos verificadores inválidos, incluindo R$ 205 mil destinados à MV Serviços de Arquitetura, para a qual não há registro na Receita Federal.

O padrão repetitivo da administração pública:

O dossiê enfatiza que as irregularidades descritas não são episódios isolados, mas sim uma “gramática administrativa” que se reproduz em diferentes secretarias. Entre as práticas catalogadas estão:

Sumiço de Processos e Contratos: A expressão “não foi localizado” reaparece 109 vezes ao longo do documento, referente a aditivos, laudos de avaliação, contratos integrais e termos de ajustamento de conduta.

Incompatibilidade de Porte e Atividade: Empresas de pequeno capital assumindo contratos milionários, além de fornecedores atuando em ramos totalmente alheios às suas atividades cadastradas (como gráfica organizando eventos habitacionais ou loja de construção fornecendo alimentação).

Fragmentação e Fatiamento de Empenhos: Emissão de dezenas de notas de empenho em valores idênticos no mesmo dia para evitar procedimentos licitatórios formais.

O documento conclui ressaltando que não se trata de antecipar condenações jurídicas, mas sim de exigir transparência e rastreabilidade sobre a aplicação dos dinheiros públicos do Estado do Amazonas.

VIAhttps://www.youtube.com/
FONTEhttps://www.tiktok.com/@georgecurcio
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