Doutorado do ministro da educação era fake, foi desmentido por reitor

Ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli da Silva foto: arquivo/divulgação MEC

O reitor da Universidade Nacional de Rosario, na Argentina, usou as redes sociais, nesta sexta-feira (26/06), para desmentir a informação dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no anúncio da nomeação do novo ministro da Educação.

“Nos vemos na necessidade de esclarecer que Carlos Alberto Decotelli da Silva não obteve, na Universidade Nacional de Rosario, o título de doutor que se menciona nesta comunicação”, declarou o reitor Franco Bartolacci, ao relacionar o tuíte do chefe do Executivo brasileiro.

No comunicado oficial em que anunciou a nomeação de Decotelli, Bolsonaro escreveu: “Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”.

O currículo do novo ministro, também consta que ele tem MBA em administração pela FGV/EBAPE/EPGE, que foi criador do curso Gestão Financeira Corporativa no New York Institute of Finance e coordenador de Finanças Corporativas Internacionais na FGV.

Esqueci de acrescentar o tuíte para colocar na matéria também: https://twitter.com/fbartolacci/status/1276563236834467841 Embed:
Nos vemos en la necesidad de aclarar que Carlos Alberto Decotelli da Silva no ha obtenido en @unroficial la titulación de Doctor que se menciona en esta comunicación. https://t.co/s4cipmc7Ur%u2014 Franco Bartolacci (@fbartolacci) June 26, 2020

A descrição sobre a trajetória de Decoteli ainda inclui os cargos de professor de Pós-Graduação em Finanças na Fundação Dom Cabral e na FGV; professor e membro da equipe de criação do curso de Pós-Graduação em Finanças na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC RS, juntamente com o juiz Sergio Moro e o professor Edgar Abreu.

Como oficial da Reserva da Marinha, também atuou como professor e coordenador do Jogo de OMPS na EGN- Escola de Guerra Naval, no Centro de Jogos de Guerra.

A reportagem questionou o Ministério da Educação e aguarda retorno.

Correio Brasiliense

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