
Escândalo de propina atinge governo Milei e derruba chefe de agência na Argentina. Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei, é vista como figura poderosa dentro do governo
Um escândalo de corrupção derrubou o chefe da Agência Nacional para a Deficiência (Andis) na Argentina e colocou sob investigação a irmã do presidente Javier Milei, Karina Milei.
O ex-diretor da agência, Diego Spagnuolo, foi demitido após a divulgação de áudios em que uma voz atribuída a ele acusa Karina e o subsecretário Eduardo “Lule” Menem de cobrar propinas de até 8% de farmacêuticas em contratos públicos.
A Justiça realizou buscas em imóveis e apreendeu celulares e uma máquina de contar dinheiro na casa de Spagnuolo.
Karina Milei, considerada a figura mais próxima do presidente, não se pronunciou. Já Lule Menem classificou o caso como uma “operação política” da oposição.
O escândalo estourou em meio a reveses legislativos de Milei e às eleições de meio de mandato, previstas para setembro e outubro.
O caso também afetou o mercado: o índice da bolsa argentina caiu 4% e o peso desvalorizou quase 3% frente ao dólar.
Analistas alertam que a crise pode fragilizar a popularidade do presidente e comprometer sua agenda de reformas econômicas.
Na semana passada, o governo Milei demitiu o chefe da Agência Nacional para a Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo.
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