
A Escola Municipal Magnólia Frota, da Prefeitura de Manaus, realizou o 1º Festival de Curtas-Metragens do projeto pedagógico “Educacurta”, envolvendo alunos do 8º e 9º ano na produção de vídeos de até cinco minutos. O evento, que aconteceu na unidade localizada no conjunto Renato Souza Pinto, zona Norte da capital, buscou aliar aprendizado, tecnologia e criatividade.
Os estudantes recriaram dois momentos históricos: a chegada da Família Real ao Brasil, tema dos alunos do 8º ano, e episódios da Segunda Guerra Mundial, encenados pelos alunos do 9º ano. A proposta do projeto é tornar o estudo de História mais dinâmico, estimulando o pensamento crítico, a pesquisa e a capacidade de contextualizar acontecimentos em diferentes linguagens.
Idealizado pela professora Ana Paula Atroch, o “Educacurta” incentiva o uso de tecnologia, a leitura, o trabalho em grupo e o interesse por áreas como audiovisual e comunicação — em sintonia com as diretrizes do novo ensino médio, que estimula o contato com possíveis trajetórias profissionais desde cedo.
“O projeto começou em sala de aula com a criação dos roteiros e gravação dos vídeos. Tivemos 24 produções nas seletivas até chegarmos aos oito finalistas. Queremos preparar nossos estudantes para o mundo digital e para novas profissões, ampliando o olhar deles para a comunicação e outras áreas”, destacou a professora.
As equipes, formadas por até sete estudantes, puderam escolher entre os gêneros documentário, jornalismo, drama ou comédia. As produções foram desenvolvidas no Centro de Tecnologia Educacional (CTE) da escola, reforçando a integração entre educação e inovação. Os vídeos passaram pela avaliação de um júri de professores, que selecionaram os finalistas para a mostra.
Para muitos participantes, a experiência trouxe novos aprendizados. Anabelly Leão, de 13 anos, aluna do 8º ano, contou que o desafio valeu a pena:
“Foi tudo novo para mim. Além de atuar, nós mesmos fizemos nossos figurinos com materiais recicláveis e aprendi a editar vídeos. Foi muito legal.”
Já Mariah Matos, de 15 anos, do 9º ano, celebrou a oportunidade:
“Projetos como esse fazem toda a diferença. É divertido, ajuda na comunicação e deixa o ambiente escolar mais motivador.”
Com a boa recepção da primeira edição, a escola planeja ampliar o projeto e realizar novas edições, reforçando a proposta de uma educação inovadora, criativa e conectada ao futuro.




