Estudantes brasileiros embarcam para maior feira científica do mundo 

Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (06/05), 14 estudantes brasileiros, que foram selecionados pela Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), embarcam para Atlanta, nos EUA, para participar da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior mostra de ciências pré-universitárias do mundo que acontece até 13 de maio. A feira conta com 1.500 alunos de 70 países e territórios. Ao todo, serão distribuídos cerca de US$ 8 milhões em premiações, divididos em bolsas de estudos, estágios e viagens de campo.

Além dos jovens credenciados pela FEBRACE, a delegação brasileira conta com mais 12 jovens e nove projetos selecionados na MOSTRATEC, realizada pela Fundação Liberato, em Novo Hamburgo.

As cerimônias de premiação ocorrerão nos dias 12 e 13 de maio. Os critérios do julgamento serão o rigor científico, a competência e a clareza demonstrada no desenvolvimento dos projetos, além da capacidade criativa e pensamento crítico dos estudantes. Os projetos indicados pela FEBRACE são de diversas áreas do conhecimento e se destacam pela criatividade e inovação.

Selecionados da FEBRACE — De Goiás, a estudante Anny Gabriela Marçal de Carvalho Araújo participa com um trabalho de otimização de nanocarregadores magnéticos — uma futura alternativa para um tratamento de câncer sem efeitos colaterais. Da Bahia, três estudantes — Maria Eduarda Prates Brandão, Ana Luiza Nogueira Oshiro e Sarah Fernandes de Oliveira — concorrem com uma pastilha da semente de moringa capaz de purificar a água.

De Minas Gerais, são dois projetos: um de Uberlândia e outro de Divinópolis. O primeiro, de autoria de Maria Eduarda Silva Ferreira, comprova o potencial antibacteriano da própolis verde brasileira contra a periodontite. Já o segundo, desenvolvido pela estudante Ana Clara Machado Silva, mostra o fator de proteção contra raios ultravioleta em tecidos tingidos com corantes naturais.

Em São Paulo, três projetos foram destaque: em Campinas, o Educacess, um software que transforma vídeoaulas em PDF´s compactos, desenvolvido pela estudante Lígia Keiko; na capital, o Anti-Skeptikal, um dummie que relaciona aspectos culturais com o ceticismo em relação às vacinas, feito pelos estudantes João Pedro Sassi Sandre e Pietro Andrade Quinzani; e, em Santa Rita d’Oeste, Enso Matheus Papali de Carvalho e Ana Elisa Brechane da Silva que desenvolveram um incentivador respiratório para pacientes pós-covid.

Do Pará, Eloise Cristiny Quintal Ferreira e Oscar Cabral Paraguassu recontaram através de formatos audiovisuais as lendas de Igarapé-Miri. Do Rio Grande do Sul, em Osório, a estudante Amanda Ribeiro Machado utilizou os resíduos do processamento da uva para produzir polímero biodegradável.

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