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Enquanto apostam na vitória bolsonarista no Brasil, os EUA pegam petróleo venezuelano 25% mais barato

EUA divulgam números da importação de petróleo da Venezuela - foto: recorte/redes

As importações de petróleo venezuelano pelos EUA alcançaram a média de 701 mil barris por dia, um aumento superior a 100 vezes maior, mas por um preço 25% menor que os registrados antes a ivasão e a prisão de Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.

BRASÍLIA (DF) – O risco de o Brasil entregar suas riquezas aos EUA em um eventual governo bolsonaro, está cada dia mais evidente. Enquanto Washington amplia o acesso ao petróleo da Venezuela e busca vantagens econômicas para os Estados Unidos, o Brasil sente a necessidade urgente de discutir soberania energética, minerais estratégicos e os riscos de uma política externa subordinada aos interesses americanos.


Os números chamam a atenção e levantam uma questão que interessa diretamente ao futuro econômico do Brasil: os Estados Unidos multiplicaram por mais de 100 suas importações de petróleo venezuelano e pagam preços menores pelo barril, ao mesmo tempo que o Brasil deve adotar a postura de um país que possui riquezas naturais estratégicas mas que necessita preservar sua autonomia econômica.

De 7 para 701 mil

Segundo reportagem publicada em 8 de outubro, as importações americanas de petróleo da Venezuela passaram de 7 mil barris diários, em julho de 2025, para 701 mil barris por dia em julho de 2026. No mesmo período, o preço médio de aquisição caiu de US$ 95,02 por barril, em maio, para US$ 71,28 em julho, uma redução de aproximadamente 25%.

Os interesses dos americanos vem primeiro

Quando os Estados Unidos negociam com países de todo o mundo, os interesses dos americanos vêm primeiro. O governo de Donald Trump busca ampliar o acesso a fontes de petróleo, fortalecer a posição das empresas americanas e reduzir os custos de energia para sua própria economia.

Jogo em um eventual governo Bolsonaro

A questão eleitoral não deve ser tratada como uma certeza antecipada sobre decisões que ainda não foram tomadas. Trata de examinar as propostas públicas do candidato, os compromissos que assumiu na Casa Branca e as condições que pretende estabelecer para os acordos internacionais.

Motivos para preocupação

Quando se tem o risco de um eventual governo extremista de direita, de Flávio Bolsonaro (PL) se faz necessário questionar alguns pontos:

  • Será mantida a capacidade brasileira de decidir como explorar suas riquezas estratégicas, petróleo, terras raras?
  • O bolsonarista exigiria transferência de tecnologia e agregação de valor no território nacional?
  • Existiria transparência nos contratos e contrapartidas para a sociedade?
  • A relação com os EUA comprometeria os vínculos comerciais com outros parceiros, inclusive a China, India, Russia?

Essas perguntas não são contra os Estados Unidos, nem contra a cooperação internacional. São perguntas que qualquer país soberano deve fazer antes de comprometer recursos que pertencem à sua população. Os bolsonaros visitaram sistematicamente o gabinete de Donald Trump, fizeram fotografias com ele, o que levanta a suspeita de um compromisso incondicional com os EUA em caso de vitória.

O Brasil não pode aceitar que a proximidade ideológica entre governantes substitua a avaliação econômica de um acordo. Amizades políticas não garantem bons contratos, assim como divergências diplomáticas não impedem negociações vantajosas.

Patrimônio nacional não pode ser tratado como moeda eleitoral

O petróleo venezuelano oferece uma lição que merece ser observada com atenção: as grandes potências procuram assegurar energia, matérias-primas e vantagens comerciais para fortalecer suas próprias economias.

O Brasil precisa fazer o mesmo em defesa de seus cidadãos, sem confundir soberania com isolamento ou parceria com submissão.

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