TCEAM
Início Colunas Falta de respeito a uma pessoa de bem – por Flávio Lauria

Falta de respeito a uma pessoa de bem – por Flávio Lauria

Flávio Lauria é Administrador de Empresas e Consultor.

Caros leitores, iria escrever hoje sobre a tarefa legislativa, porém paro para registrar tipo de comportamento que não contribui no sentido da respeitabilidade da imprensa, cuja consciência no Brasil, felizmente vem aumentando o rigor contra desvios de profissionais os seus verdadeiros compromissos, vide o caso do banco Master esta semana. O jornalista para cumprir o papel que as leis das sociedades livres lhe outorgam, há de ser sempre fiel aos fatos e a verdade. Do contrário, trai a confiança popular e renega o dever assumido, num processo típico de apostasia profissional.

O episódio que chamou minha atenção, e fez com que dedicasse meu espaço a esse comentário, refere-se a matéria do programa Fantástico da Rede Globo, exibido no último domingo, sobre a “cocaína preta”, encontrada na residência de Liege Aurora Cruz. Quem conhece Liege, sabe de sua vida de empresária, e de sua idoneidade moral, exposta ao Brasil como proprietária não só do imóvel, mas do conteúdo de drogas de seu caseiro que está preso, em que Liege, não tinha o menor conhecimento de que o puxadinho da casa do caseiro, era o depósito de drogas, e escondido em quadros e poltronas.


Sendo a franqueza a mais incontrolável das qualidades de Liege, não foi sem penas que angariou o cacife moral que acumulou. Liege, acumula os predicados de honestidade, coerência e franqueza, e jamais participaria de qualquer ato desonesto, principalmente, no que se refere a drogas.

Mas este artigo, não é para elogiar as qualidades de Liege, mas sim para alertar, que a precipitação e a falta de rigor, são vírus que ameaçam a qualidade informativa. A manchete de impacto, oposta ao fato ou fora do contexto da matéria, transmite ao leitor ou telespectador o desconforto de um logro. A apreensão das drogas é um papel da polícia, e louva-se o trabalho investigativo, mas expor com foto, com inverdades, dizendo que a proprietária estava foragida, é de uma perversa patologia, tornando-se um jornalismo insosso.

Artigo anteriorPrefeitura repudia vandalismo que afetou funcionamento da roda-gigante na Ponta Negra
Próximo artigoPrefeitura de Parintins e deputada Mayra Dias celebram 50ª edição da Ação em Dias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.