
A FDA, a Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA, aprovou nesta terça-feira (02) o uso do donanemab, um medicamento que retardou a progressão do Alzheimer em 60% para pacientes nos estágios iniciais da doença. Desenvolvido pela Eli Lilly, o medicamento será vendido nos EUA como Kisunla. No Brasil, a Eli Lilly aguarda a aprovação da Anvisa, submetida em outubro de 2023.
Detalhes do Estudo:
– Participantes: 1.736 pacientes com Alzheimer leve, de 60 a 85 anos.
– Resultados: Donanemab retardou a progressão do Alzheimer em 60%. Resultados menos robustos em pacientes mais velhos e com doença avançada.
– Efeitos Colaterais: Inchaço cerebral em um terço dos pacientes, com três mortes relatadas. Hemorragia cerebral em 31% dos tratados e 14% do grupo placebo.
– Tratamento: Metade dos pacientes interrompeu o tratamento após um ano. Pacientes tratados tiveram um risco 39% menor de progredir para o próximo estágio clínico.
Comentários:
Liana Apostolova, professora da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, afirmou que os efeitos colaterais foram controlados com monitoramento por ressonância magnética (MRI) ou interrupção do medicamento.
A empresa destacou que os benefícios do tratamento persistiram mesmo após a interrupção, sugerindo que o donanemab pode ser suspenso após a eliminação dos depósitos de amiloide no cérebro.
Os resultados completos foram apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer em Amsterdã e publicados no JAMA.
Fonte: g1