
Gianinna Maradona diz acreditar que houve um “plano” do entorno e da equipe médica de Diego Maradona para mantê-lo sob controle nos meses antes de sua morte — não para matá-lo, mas para proteger interesses ligados à gestão de sua vida e imagem. As declarações ocorrem durante o julgamento de sete profissionais de saúde acusados de negligência no caso que abalou a Argentina em 2020.
Ela afirma não conseguir definir esse plano como uma intenção de morte, mas diz ter certeza de que Matías Morla queria controlar a vida do pai. Para ela, havia alguém “dirigindo” o esquema, que saiu do controle.
Gianinna relata que, após a neurocirurgia em novembro de 2020, médicos convenceram a família a optar por recuperação em casa, e não por internação psiquiátrica — alternativa que exigiria supervisão judicial e poderia afetar interesses do círculo próximo. Segundo ela, Maradona havia dado a Morla poder para usar sua assinatura em decisões comerciais, o que permitia controle sobre negócios, com foco financeiro acima da saúde.
A casa escolhida para a recuperação, em Tigre, é apontada como inadequada e virou ponto central do processo. Ela responsabiliza todos os sete acusados, destacando o médico Leopoldo Luque como principal gestor da equipe, mas afirma que houve falhas generalizadas no atendimento.
Maradona morreu aos 60 anos após uma parada cardiorrespiratória, com edema pulmonar, depois de horas de agonia. Gianinna sustenta que todos seguiam uma mesma “linha diretora” e aponta Maximiliano Pomargo como quem coordenava o grupo. Segundo ela, quando o estado de saúde piorou, integrantes da equipe passaram a temer consequências legais, como indicam áudios do processo.




