
“Fria e calculista”- estas foram as palavras ditas pelo titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins , durante a apresentação da assassina Kimberlin Keyce de Jesus da Silva, de 19 anos, na manhã de hoje, quarta-feira (10) na sede da Especializada.
De acordo com o delegado que solucionou o crime, Kimberlin matou Kedson Barbosa da Silva, de 41 anos, na madrugada de terça-feira (09), por volta das 11h30, dentro da residência onde morava, há três dias. O pai foi assassinado com 13 facadas, sendo um na mão, cinco no pescoço e sete no tórax.
A vítima foi encontrada morta na sala da casa com mãos e pés amarrados por um amigo de trabalho por volta das 11h00.
Kimberlin se assustou com a presença do Hiago dos Santos Cardoso, de 23 anos.
“Ela chegou a simular que iria chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pra não levantar suspeitas, mas foi detida por populares”, disse.
Com muita frieza, Kimberlin contou durante a coletiva que era aliciada pelo pai desde os 13 anos e, que não aceitava o relacionamento dela com outra mulher.
Segundo a assassina do próprio pai, pretendia ficar com a casa e morar com a namorada.
Ainda segundo Kimberlin, no dia do crime o pai havia abusado sexualmente e depois matou o pai.
“Ele não aceitava meu namoro com outra mulher e no dia do crime, abusou de mim”, disse.
Kimberlin revelou que o pai abusava dela desde os 13 anos.
O delegado Ivo Martins ressaltou que as investigações ainda serão apuradas pra saber se tinha mais pessoas na casa no dia do crime.
“A namorada já foi ouvida e disse que não sabia de nada e que Kimberlin havia comentado que o pai tinha lhe dado a casa”, explicou o delegado.
Kimberlin, ainda, declarou que chegou a emprestar uma enxada do vizinho, logo após cometer o crime, pois planejava esquartejar o pai, pôr dentro da mala e enterrar no quintal.
A mala, um terçado e a enxada foram apreendidos.
O titular da DEHS, Ivo Martins solicitou exames de conjunção carnal e anal. Coleta da secreção vaginal da autora e resíduos de espartozóides da vítima assassinada serão recolhidos para análise.
O laudo do Instituto de Criminalística (IC) fica pronto em 30 dias.
Emperdoavel o que essa garota fez gente