
A polêmica e descabida proposta de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira do Brasil, é um projeto de autoria de Victorio Galli, editado no governo Jair Bolsonaro
Diante da forte repercussão negativa nas redes sociais, o candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL), correu para as redes sociais para gravar um vídeo dizendo que “não vai mais mexer no status de Nossa Senhora Aparecida, como Padroeira do Brasil”.
A campanha do candidato entrou em campo para tentar afastar a vinculação da proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida, o título de Padroeira do Brasil. Após o assunto ganhar força nas redes sociais, Flávio divulgou um vídeo na noite desta quinta-feira (24) negando que não existe qualquer projeto de sua campanha nesse sentido.
A reação ocorreu depois que publicações passaram a associar o candidato a uma tentativa de reapresentação na Câmara dos Deputados, da proposta editada durante o governo do pai dele.
“Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”
O Projeto de Lei 2.623/2007 foi apresentado pelo então deputado federal Victorio Galli, à época filiado ao PMDB de Mato Grosso. A proposta pretendia substituir, na Lei nº 6.802/1980, a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto acabou rejeitado e foi definitivamente arquivado em agosto de 2008.
O episódio ganhou contornos políticos porque Galli integrou o governo de Jair Bolsonaro como assessor especial da Presidência da República, ligação que voltou a ser explorada nas redes durante a campanha eleitoral de 2026.
Sem alteração
A legislação permanece inalterada. A Lei nº 6.802, de 30 de junho de 1980, estabelece oficialmente o Dia 12 de Outubro como feriado nacional e define Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
A velocidade da reação mostra a dimensão que o tema religioso adquiriu na disputa eleitoral. Levantamento divulgado nesta sexta-feira (25) apontou uma forte explosão de referências ao assunto nas redes sociais em menos de 24 horas, transformando a questão em mais um foco da campanha presidencial.





