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Forças Armadas vão atuar em quatro frentes durante as eleições

Foto: Reprodução

As Forças Armadas vão atuar em quatro eixos principais durante as eleições deste ano. O primeiro envolve o atendimento das demandas de segurança e de logística feitas pela Justiça Eleitoral. Ao todo, 585 localidades brasileiras vão receber apoio. Isso inclui comunidades isoladas, aldeias e distritos. Mais de 34 mil militares foram escalados para essa tarefa. A ação contará com 430 embarcações de pequeno porte, 18 navios, 3 mil viaturas, 62 blindados e 47 aeronaves (entre aviões e helicópteros).

Foram ativados Comandos Conjuntos em Manaus, Belém, Campo Grande, Brasília, Rio de Janeiro e Recife para acompanhamento em tempo real de todas as atividades.


De acordo com o Ministério da Defesa, o objetivo do trabalho é garantir ao cidadão o direito ao voto, por meio da distribuição de urnas eletrônicas e da segurança do processo de votação e apuração.

“Muitas comunidades situadas em áreas remotas, como rurais, indígenas e ribeirinhas, somente conseguem ter acesso ao voto com apoio das Forças Armadas”, diz uma nota do órgão.

O segundo eixo de atuação diz respeito à intensificação do trabalho da proteção aeroespacial e contra-ataques cibernéticos que ofereçam risco ao país. Isso envolve a supervisão de operações aéreas e espaciais, além do monitoramento de satélites. Marinha, Exército e Força Aérea têm ainda o papel integrar a comissão de transparência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai testar a integridade das urnas eletrônicas e conferir boletins no fim das votações. É a missão mais polêmica entre todas, não apenas por se tratar de missão inédita atribuída a militares, mas por conta de desentendidos ocorridos entre a Defesa e o TSE ao longo do processo.

“A atuação das Forças Armadas em apoio ao TSE tem como características o rigor técnico, o aspecto colaborativo e a legalidade. A atuação dos militares, tanto na CTE [Comissão de Transparência Eleitoral] quanto no trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação, segue estritamente as normas e etapas definidas pelo TSE”, justificou o Ministério da Defesa.

Prontidão

O quarto eixo de atuação das Forças Armadas nestas eleições envolve a prontidão de tropas, dentro de quarteis e pontos estratégicos, para caso de acionamento do dispositivo constitucional da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Somente em Brasília, no dia 2 de outubro, aproximadamente 1.050 militares estarão à disposição da chamada Força Planalto, conforme apurou a CNN Brasil. Tropas também estarão de prontidão em outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas em menor quantidade, uma vez que esses lugares não concentram tantos prédios públicos.

O acionamento de GLO é prerrogativa do presidente da República. E dá às Forças Armadas poder de polícia para conter tumultos e situações em que o patrimônio público está em risco. A última vez em que foi acionado na região central da capital foi no período pré-impeachment da presidente Dilma.

A GLO também foi usada depois para reforçar a segurança em torno da Penitenciária Federal de Brasília, em 2020, quando o Ministério da Justiça mapeou possibilidade de resgate de líderes de uma facção criminosa que estavam presos no local.

Fonte: CNN Brasil

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