
Manaus amanheceu novamente sob uma intensa camada de fumaça nesta quarta-feira (23). O cheiro de queimado tomou diferentes áreas da capital, enquanto a visibilidade ficou reduzida em alguns pontos da cidade.
A presença da fumaça passou a ser percebida com maior intensidade desde o dia 9 de setembro, inicialmente com destaque para a Zona Norte. Desde então, o fenômeno avançou para outras regiões e se tornou parte da rotina dos moradores, deixando o céu acinzentado e encobrindo prédios, avenidas e áreas verdes.
O cenário acompanha o aumento dos focos de calor registrados no Amazonas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o estado contabilizou 2.384 focos entre 1º e 19 de setembro de 2026. No mesmo período do ano passado, foram registrados 624 focos, uma alta de 282,1%, com 1.760 ocorrências a mais.
Os focos de calor são identificados por satélites e não correspondem necessariamente a incêndios individuais, mas servem como indicador da intensidade da ocorrência de queimadas em determinada região.

A fumaça também representa um alerta para a saúde. As partículas suspensas no ar podem agravar sintomas de pessoas com asma, bronquite, rinite e outras doenças respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição.
Com a piora da qualidade do ar, a orientação é reduzir a exposição prolongada ao ambiente externo e evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior concentração da fumaça. Também é recomendado manter a hidratação e procurar atendimento médico em casos de falta de ar, tontura, irritação intensa nos olhos ou agravamento de sintomas respiratórios.
Enquanto Manaus começa mais um dia com o céu encoberto e o cheiro de queimado espalhado pela cidade, a fumaça evidencia os efeitos das queimadas que atingem o Amazonas e outras áreas da região amazônica.
Prefeitura alerta para qualidade do ar “péssima” em Manaus
A Prefeitura de Manaus informou que a concentração de partículas finas (MP2,5) chegou a 188,5 µg/m³ nesta quarta-feira (23), nível classificado como “péssimo” devido à presença de fumaça.
Segundo a Defesa Civil Municipal, a fumaça é proveniente de queimadas em diferentes áreas da Amazônia, principalmente na Região Metropolitana de Manaus e no leste do Amazonas.
A Semsa recomenda que a população reduza a exposição à fumaça, evite exercícios ao ar livre e mantenha-se hidratada. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas devem redobrar os cuidados. O uso de máscaras N95 pode ajudar a reduzir a inalação de partículas.
Em caso de falta de ar ou agravamento de sintomas respiratórios, a orientação é procurar atendimento médico. Emergências podem ser comunicadas ao Samu, pelo 192.




