
Em entrevista ao DCM, o ex-governador do Rio de Janaeiro, Anthony Garotinho disse que “Cláudio Castro governa com o Comando Vermelho (CV) e que sabe onde o líder da facção no Complexo do Alemão está, o Doca
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho fez acusações contundentes contra o atual governador Cláudio Castro, em entrevista ao portal DCM.
Segundo ele, Castro mantém uma aliança estreita com o Comando Vermelho (CV), o que comprometeria seriamente a institucionalidade do Estado.
Crime + governo
Garotinho afirma que o vínculo entre o governo fluminense e o crime organizado transcende a simples corrupção. “O crime deixou de ter envolvimento com o aparelho policial para ter envolvimento com o governo”, disse ele, sugerindo que membros do CV ocupam posições estratégicas no Estado.

Entre os exemplos citados, ele menciona a liberação de presos influentes: Garotinho relembra que um integrante do CV conhecido como “Abelha” teria saído de uma prisão pela “porta da frente”, apesar de mandados de prisão ativos.
Outra acusação grave feita por Garotinho envolve armas do Exército: segundo ele, fuzis roubados em São Paulo foram localizados na Rocinha, e, em vez de uma operação policial típica, teria ocorrido uma negociação entre autoridades prisionais e chefes do CV para a devolução dos armamentos.
Garotinho também denuncia que nomes ligados ao CV foram alçados a cargos de destaque, mencionando o ex-deputado TH Joias, também acusado de ligação com o tráfico, que teria sido convidado para integrar o governo Castro.
Onde está Doca
Além disso, ele afirma saber o paradeiro de Doca, líder do CV no Complexo do Alemão: “sei onde o Doca está”, declarou, apontando que ele estaria em Paraisópolis, sob proteção do PCC.
Garotinho ainda condena a Operação Contenção, deflagrada por Castro para enfrentar o CV, classificando-a como uma ação mais política do que policial, com motivações eleitorais.
Por fim, o ex-governador diz não temer represálias e sugere que a corrupção estatal atingiu níveis sistêmicos: para ele, o Estado fluminense estaria “loteado” entre criminosos, políticos e empresas, em um conluio que representaria uma grave ameaça à governança.
Com informações do Diário do Centro do Mundo




