
A demissão do diretor da Globo, Frederic Kachar, após a divulgação de diálogos com Vorcaro na mídia, pode ter reflexos sobre a permanência de Luciano Huck no comando do programa de domingo.
Não por acaso, a Globo estaria correndo para fazer uma proposta a Celso Portiolli, do SBT.
Dependendo do conteúdo de eventuais novos diálogos, caso surja alguma informação que indique que Luciano Huck negociou qualquer coisa com Vorcaro, a emissora poderá se ver diante de uma situação semelhante à que levou ao afastamento de Frederic Kachar.
A Globo até poderia substituir Luciano por Marcio Garcia. O problema é que a emissora sabe que Marcio não reúne o mesmo perfil de Celso Portiolli, que tem experiência, talento e identificação com o público de domingo, especialmente com as famílias que já estão acostumadas a acompanhá-lo na televisão.
Por isso, esta semana poderá ser decisiva para a Globo definir seus próximos passos, sem perder de vista a possibilidade de que novos diálogos entre Vorcaro e Luciano venham a público.
A emissora, ao que parece, está tomando suas decisões com base nas circunstâncias. Se acontecer uma coisa, adotará determinada estratégia; se acontecer outra, mudará de rumo.
Mas vocês perceberam o que isso revela? O maior grupo de comunicação do país parece preocupado com o conteúdo que pode estar no celular de Vorcaro.
Uma empresa da dimensão da Globo deveria ter convicções próprias, critérios sólidos e uma estratégia independente de acontecimentos externos. Não deveria ficar refém de informações que possam surgir no celular de terceiros.
No entanto, o maior império de comunicação do país parece estar dependendo do que será revelado a partir de um aparelho celular.
Roberto Marinho, o fundador da Globo, sabia conduzir seus negócios com muito mais habilidade do que seus filhos demonstram hoje.
Fonte: ig




