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Governador de Minas Gerais, Romeu Zema diz que sanções de Trump são ‘corretas’

Romeu Zema (Novo): "Trump está correto" - foto: recorte/Secom

Zema diz que sanções de Trump contra Moraes são corretas e que Lula ‘deu todos os motivos’ para retaliação dos EUA

Às vésperas de lançar sua pré-candidatura à Presidência neste sábado (16/8), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmou apoio às sanções americanas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e, que não vê interferência do presidente americano sobre o sistema judiciário brasileiro.


Ele culpou ainda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço, comparando os Estados Unidos a um cliente que deve ser bem tratado.

“Um cliente que é responsável por 12% das suas vendas, você não pode virar as costas, muito menos ficar agredindo gratuitamente, e foi o que o presidente fez. Então, acho que nós temos que nos colocar no nosso lugar”, diz o governador.

Número de moradores de rua aumenta quase 700% em Minas Gerais, segundo relatório da UFMG – foto: recorte

Propostas presidencial

Na entrevista, Zema apresentou ainda algumas de suas propostas, entre elas, estão medidas polêmicas, como uma lei para proibir pessoas em situação de rua de dormir em via pública, voltando a comparar moradores de rua com carros parados em lugar proibido que devem ser “guinchados”, como já havia feito em entrevistas concedidas em junho.

Admitindo que pode não ter o apoio de Bolsonaro (PL), para sua candidatura eleitoral em 2026, Zema disse em entrevista à BBC News Brasil, que tem uma afinidade e que tem a certeza de que em 2026, a direita vai ter alguns candidatos fora da bolha. Ele está quase certo de que Jair Bolsonaro apoiará outro candidato.

Partido em risco

Em 2026, o Novo é um dos partidos sob risco de ser afetado pela cláusula de barreira, caso não eleja 13 deputados federais (atualmente, o partido tem apenas cinco) ou não obtenha 2,5% dos votos válidos para Câmara e 1,5% em pelo menos nove Estados.

A candidatura presidencial própria, ainda que sem o aval de Bolsonaro, é uma forma de atrair votos para a legenda, que pode vir a ser extinta por fusão ou incorporação a outro partido.

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