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Governo reage à classificação de PCC e CV como terroristas e alerta para riscos ao PIX

Foto: Recorte

O governo federal divulgou nesta sexta-feira (29) uma nota em que critica integrantes da família Bolsonaro por articulações realizadas nos Estados Unidos e demonstra preocupação com possíveis impactos econômicos e financeiros para o Brasil após a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

No comunicado, o Palácio do Planalto classificou como “deplorável” a atuação de brasileiros que buscam apoio internacional para pressionar instituições nacionais. Sem citar nomes diretamente, o texto faz referência a membros da família Bolsonaro que estiveram recentemente nos Estados Unidos em reuniões com autoridades e aliados do presidente Donald Trump.


Segundo o governo, iniciativas externas podem representar riscos à soberania brasileira e gerar consequências econômicas, incluindo impactos sobre o sistema financeiro nacional e mecanismos tecnológicos desenvolvidos no país, como o PIX.

“Medidas unilaterais podem trazer prejuízos ao sistema financeiro brasileiro e afetar inovações nacionais”, afirma a nota divulgada pelo Planalto.

O governo também reforçou que o Brasil mantém ações permanentes de combate ao crime organizado e destacou que facções criminosas como PCC e CV atuam principalmente com foco econômico, por meio do tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

Ainda de acordo com o comunicado, o país aprovou recentemente legislação mais rígida contra organizações criminosas e milícias, ampliando penas e fortalecendo instrumentos de investigação e repressão.

Ao abordar a relação com os Estados Unidos, o governo afirmou que segue aberto à cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional. O Brasil teria apresentado, em abril, propostas de parceria envolvendo combate à lavagem de dinheiro, controle do tráfico internacional de armas e troca de informações de inteligência.

Apesar disso, o Planalto ressaltou que não aceitará interferências externas em decisões internas e afirmou que a soberania nacional é “inegociável”. O texto também alerta que medidas adotadas sem diálogo podem dificultar a cooperação entre autoridades policiais, prejudicar o compartilhamento de informações e gerar reflexos negativos para a economia brasileira.

Fonte: G1

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