
Uma greve geral convocada por centrais sindicais paralisou diversos serviços na Argentina nesta quinta-feira (19), em protesto contra a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. A mobilização afetou trens, metrô, aeroportos e parte do transporte público em várias regiões do país.
O movimento foi liderado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), com adesão de motoristas de ônibus, pilotos, metroviários e servidores públicos. Apesar do cenário de paralisação, carros de aplicativo continuaram circulando normalmente, segundo o jornal Clarín.
A Câmara dos Deputados argentina tinha previsão de analisar o projeto, que já recebeu aval do Senado. A proposta enfrenta forte resistência sindical por prever flexibilização nas contratações, redução de indenizações por demissão, ограничения ao direito de greve e ampliação da jornada de trabalho.
O governo argumenta que as paralisações frequentes prejudicam a produtividade e a recuperação econômica do país.
No setor agroexportador, sindicatos marítimos iniciaram uma paralisação de 48 horas ainda na quarta-feira, interrompendo o embarque de grãos e derivados. A medida impactou operações portuárias, especialmente na região de Rosário, um dos principais polos globais de exportação agrícola.
Entidades que representam os trabalhadores afirmam que a mobilização busca garantir direitos e proteger empregos. Já representantes do setor exportador criticam o movimento, classificando-o como político e prejudicial à economia.
A Argentina é líder mundial na exportação de óleo e farelo de soja, e a interrupção das atividades portuárias pode gerar reflexos no mercado internacional.
Fonte: R7




