
O Hamas informou neste domingo (12) que libertará os últimos reféns mantidos em Gaza na segunda-feira (13), como parte do acordo de cessar-fogo com Israel. O grupo também anunciou que não participará do futuro governo do território após o conflito.
A trégua, iniciada na sexta-feira (10), prevê a troca dos reféns — vivos e mortos — por cerca de 2 mil palestinos presos em Israel, incluindo 250 detidos por motivos de segurança nacional.
Segundo negociadores, o Hamas aceitará uma trégua de longo prazo e se compromete a não usar suas armas, exceto em caso de ataque israelense. O grupo também declarou que abriu mão do controle político da Faixa de Gaza.
O plano de paz, proposto pelos EUA, prevê o desarmamento do Hamas e a substituição do exército israelense por uma força multinacional composta por Egito, Catar, Turquia e Emirados Árabes Unidos, sob coordenação americana.
Apesar da trégua, o clima entre os civis segue tenso. Caminhões com ajuda humanitária chegaram ao sul de Gaza, mas moradores relataram saques. “Não queremos viver na selva”, disse Mohamed Zarab, em Khan Yunis.
A guerra teve início após o ataque do Hamas em outubro de 2023, que matou 1.219 pessoas em Israel. Na ofensiva de resposta, Israel matou ao menos 67.682 palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A ONU considera os números confiáveis.
Atualmente, 47 reféns israelenses seguem em Gaza. O premiê Benjamin Netanyahu afirmou que 20 estariam vivos e 28 morreram em cativeiro.
Nesta segunda-feira (13), uma cúpula de paz será realizada no Egito, com presença de Donald Trump, do presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi e de líderes de 20 países, além do secretário-geral da ONU, António Guterres.
Fonte: Uol




