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Hapvida alerta para riscos do HPV e reforça cuidados contra o câncer do colo do útero, no dia mundial da doença

Foto: Divulgação

O câncer do colo do útero segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil, sendo a quarta causa de morte por neoplasia entre mulheres, com cerca de 7,2 mil óbitos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Nesse cenário, o Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, celebrado nesta quarta-feira (4), ganha destaque ao reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.


A data, que integra as ações do Março Lilás, chama atenção para o papilomavírus humano, principal responsável pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero. Nesse contexto, reforça-se a importância da informação e do acompanhamento regular como estratégias essenciais para reduzir os índices da patologia no país.

De acordo com dados do Inca, as regiões Norte e Nordeste apresentam maior incidência, com taxas de mortalidade superiores à média global. Enquanto no mundo são registrados cerca de 5 óbitos em cada 100 mil mulheres, no Norte do Brasil esse número chega a aproximadamente 10 por 100 mil, seguido pelo Nordeste, com cerca de 6 por 100 mil.

Atenção aos sinais e diagnóstico precoce

O câncer do colo do útero tem evolução lenta e, nos estágios iniciais, costuma não apresentar sintomas. Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual, após relações sexuais ou na menopausa, além de corrimento persistente.

Segundo o ginecologista André Buarque, da Hapvida, outros sintomas também podem indicar alerta. “Sangramento vaginal anormal, corrimento persistente, constipação, trombose em membros inferiores e insuficiência renal”, exemplifica.

O especialista reforça que o cuidado preventivo deve fazer parte da rotina das mulheres. “Mesmo na ausência de sintomas, é fundamental manter os exames em dia. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz, possibilitando desfechos favoráveis”, destaca. O médico ressalta ainda que o câncer se desenvolve a partir de lesões precursoras, chamadas de neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), que podem ser tratadas quando identificadas precocemente.

Vacinação e exames são fundamentais

A prevenção ocorre principalmente por meio da vacinação contra o HPV, considerada a forma mais eficaz de proteção contra os tipos virais de maior risco. No Brasil, é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 9 a 14 anos.

Além da imunização, o rastreamento regular é indispensável. O exame papanicolau segue como ferramenta importante para identificar alterações iniciais.

Conscientização que salva vidas

As estimativas do Inca apontam cerca de 19.310 novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028, reforçando a necessidade de ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico. Para a Hapvida, o Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV e a campanha Março Lilás são oportunidades fundamentais para alertar a população sobre os cuidados com a saúde.

A orientação é manter a vacinação em dia, realizar exames regularmente e buscar atendimento médico diante de qualquer sinal de alerta. A combinação entre informação, prevenção e diagnóstico precoce segue como a principal estratégia para reduzir os impactos do câncer do colo do útero no país.

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