A hora da verdade, Flamengo e Vasco por mais um título carioca

Alecsandro e Martin Silva, as esperanças de Fla e Vasco/Foto: Lance

Alecsandro e Martin Silva, as esperanças de Fla e Vasco/Foto: Lance
Alecsandro e Martin Silva, as esperanças de Fla e Vasco/Foto: Lance

A carga dramática de um jogo decisivo cresce a cada frase, momento e dia que se aproxima o apito inicial. Derrotas, vitórias, provocações fazem parte desse cenário típico, especialmente quando Flamengo e Vasco se enfrentam. Pois chegou a hora.

Neste domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã, os dois times se encontram para o segundo jogo da decisão do Campeonato Carioca cercados de expectativas e com promessas de consequências diante do resultado que se seguirá. É a possibilidade do 33º título rubro-negro, enquanto os cruz-maltinos correm atrás da 23ª taça.

O Fla entra com a vantagem de empatar o jogo por ter tido melhor campanha na Taça Guanabara e o primeiro encontro, há uma semana, ter ficado no 1 a 1. Desta vez, o time coloca em jogo a rotina de vencer o adversário em decisões, principalmente no estadual. A última vez em que foi vice-campeão perdendo para o Vasco no jogo que decidiu o estadual foi em 1988, com um gol de Cocada. De lá para cá, os troféus de 1996, 1999, 2000, 2001 e 2004 foram para a Gávea.

Para aumentar a carga de drama do lado do Rubro-Negro, o time carrega para o jogo a derrota por 3 a 2 para o León, no Maracanã, que acarretou na eliminação da fase de grupos da Taça Libertadores. Perder para o Vasco e acabar com um estigma do rival pode ter consequências graves. A principal delas seria a queda do técnico Jayme de Almeida, bancado pelo vice-presidente de futebol Wallim Vasconcelos depois de perder para o clube mexicano.

Para o Cruz-Maltino, este Campeonato Carioca parece mais do que especial. Trata-se da chance de encerrar uma história que tira o sono seus torcedores e aliviar a dor pelo rebaixamento no Brasileirão de 2013. Uma vitória simples significa a conquista de um título que não vem há 11 temporadas. A campanha na competição dá sinais de que isso é possível e o desempenho no último clássico, quando saiu na frente e ficou com um jogador a menos no segundo tempo, aumenta o otimismo internamente, embora haja a necessidade de vencer.

O foco do Vasco foi total na decisão. Nos dois jogos, seus principais jogadores puderam pensar apenas no confronto com o Flamengo, que se dividiu entre Carioca e Libertadores. Um time completo de reservas defendeu o clube contra o Resende, em Manaus, pela Copa do Brasil para descansar o time. A esperada recompensa está prestes a chegar e pode transformar a Série B do Campeonato Brasileiro em algo muito mais fácil de conduzir no restante da temporada.

Marcelo de Lima Henrique apita a partida. Durante a semana, em mais um episódio polêmico ligado à final, sua esposa, Sandra, fez declarações embaraçosas sobre suposto favorecimento  em uma rede social. Ele será auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Luiz Antonio Muniz de Oliveira. A Rede Globo transmite a partida para RJ, ES, TO, SE, AL, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF. O Premiere e Premiere HD exibem para todo o Brasil. O GloboEsporte.com acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos.

Flamengo: sem Elano, principalmente, o técnico Jayme de Almeida vai apostar na dupla de volantes formada por Márcio Araújo e Luiz Antonio. Ambos não atuaram na Taça Libertadores por não estarem inscritos. Com isso, o time entra em campo com Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Márcio Araújo, Luiz Antonio e Everton; Paulinho e Alecsandro.

Vasco: a semana foi marcada pela dúvida em relação a Guiñazu e Edmílson. Ambos têm dores musculares, mas treinaram no sábado, o que parece ter confirmado suas presenças. Caso o argentino não atue, Fellipe Bastos ou Aranda estão de olho na vaga. Já Thalles está de sobreaviso para substituir Edmílson. Sem Éverton Costa, William Barbio é o favorito. A formação é a seguinte: Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; William Barbio (Fellipe Bastos), Reginaldo e Edmílson (Thalles).

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