Indonésia confirma que vai avançar com execuções dos dois australianos

Traficantes australianos a serem executados/Foto: AP
Traficantes australianos a serem executados/Foto: AP
Traficantes australianos a serem executados/Foto: AP

O ministro da Segurança indonésio, Tedjo Edhy Purdijatno, disse hoje (05), que o país vai avançar com a execução dos dois traficantes de droga australianos e de outros condenados estrangeiros, rejeitando a oferta de troca de prisioneiros feita pelo governo da Austrália.
“De acordo com a ordem do presidente, a pena de morte proclamada para os condenados vai ser aplicada”, afirmou Purdijatno em Jacarta.

Na noite de terça-feira (3), o governo australiano ofereceu à Indonésia a possibilidade de troca de prisioneiros pelos dois cidadãos de seu país condenados à morte e que se encontram na última fase antes da execução, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros, Julie Bishop.

A chefe da diplomacia australiana fez a proposta em conversa telefônica com a chanceler da Indonésia, Retno Marsudi, em um diálogo considerado tenso por uma publicação do grupo News Corp Australia.

“O que procurávamos era a oportunidade de discutir opções disponíveis na área de transferência de prisioneiros, uma troca de prisioneiros”, disse Bishop, depois de participar de uma vigília pelos dois australianos, hoje em Camberra.

Bishop referia-se à situação dos traficantes de droga Andrew Chan, 31 anos, e Myuran Sukumaran, 33 anos, que se encontram na Ilha de Nusakambangan, onde deverão ser executados em breve, apesar de a data ainda não ter sido anunciada.

Segundo a ministra, ainda não foram discutidos detalhes sobre a possível troca de prisioneiros e o governo australiano espera uma resposta do Executivo indonésio.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, que também participou da vigília, informou que pediu à Indonésia uma última conversa telefônica.

“Posso garantir que esse pedido será aceito”, assegurou Abbott, destacando que a Austrália “respeita a Indonésia e honra a sua amizade, mas defende os seus valores e os seus cidadãos”.(Agência Brasil)

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