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Indústria adota reciclagem inteligente e mostra que o futuro da produção é circular

Foto: Divulgação

Presente em roupas, alimentos, hospitais, obras de infraestrutura e até em tecnologias médicas e aeroespaciais, o plástico é um dos materiais mais versáteis e indispensáveis da vida moderna. No entanto, sua durabilidade, que garante segurança e eficiência em tantas aplicações, se transforma em problema quando descartado de forma incorreta. Estima-se que milhões de toneladas de resíduos plásticos ainda acabam em rios, mares e lixões todos os anos, agravando os impactos ambientais e acelerando as mudanças climáticas.

No próximo dia 5, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, data que foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de mobilizar a sociedade em torno dos desafios ambientais que ameaçam o planeta. A data reforça a importância da conscientização coletiva e da adoção de práticas sustentáveis em todos os setores da economia. Nesse contexto, iniciativas de transformação dentro da indústria brasileira ganham relevância e devem ser valorizadas — como é o caso da Maximu’s Embalagens Especiais. A empresa, tem se destacado por implementar ações concretas de reciclagem e economia circular, contribuindo para um modelo produtivo mais responsável e alinhado aos princípios da sustentabilidade.


Especializada na produção de embalagens plásticas para os setores automotivo, hospitalar e eletrônico, a empresa, com sede em Ribeirão Pires (SP), implementou um processo interno de reciclagem que já reintegrou mais de 600 toneladas de plástico à cadeia produtiva desde 2021.

Para isso, foram investidos mais de R$ 1 milhão na aquisição e instalação de uma extrusora recicladora, que viabiliza a logística reversa dentro da própria fábrica. O resultado é a transformação de aparas plásticas em novos produtos, como plástico bolha e materiais de proteção.

“Ainda existe uma percepção de que o plástico é o grande vilão ambiental, mas ele não chega aos oceanos sozinho — existe uma responsabilidade humana nesse caminho. Nosso objetivo é mostrar que é possível produzir de forma mais consciente e com menor impacto ambiental. E não se trata apenas de economia — é uma mudança de cultura. Nós entendemos que o futuro da indústria passa pela sustentabilidade”, explica o CEO da Maximu’s Embalagens Especiais, Márcio Grazino.

O equipamento tem capacidade mensal para reciclar até 22 toneladas de resíduos plásticos, e seu funcionamento é totalmente digital, permitindo o controle preciso da operação e o aumento da eficiência produtiva. Antes dessa iniciativa, as sobras eram vendidas como sucata, e muitas vezes retornavam à empresa com qualidade inferior e alto custo logístico. Hoje, o ciclo completo de reaproveitamento leva cerca de 24 horas, com ganho ambiental e operacional.

Além da reciclagem interna, a Maximu’s já planeja novas etapas para seu plano de sustentabilidade: entre elas, a adoção de insumos biodegradáveis e a instalação de painéis solares para operar com energia 100% limpa e renovável.

“Em tempos em que os impactos da crise climática se tornam mais evidentes e urgentes, iniciativas como essa apontam para um modelo produtivo mais responsável, no qual a reciclagem e a economia circular deixam de ser exceção e passam a ser a regra”, enfatiza o diretor.

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