
Após 26 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) foi assinado em 17/01 em Assunção, Paraguai, com a presença de líderes sul-americanos e europeus. Pelo Mercosul, estiveram presentes os presidentes Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), além do chanceler brasileiro Mauro Vieira. Representantes da Bolívia e do Panamá também participaram. O presidente Lula não compareceu devido a conflitos de agenda.
Da UE, compareceram Ursula von der Leyen e António Costa. Von der Leyen destacou que o acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22,4 trilhões, e reforça parcerias comerciais, acesso a recursos naturais e cooperação geopolítica.

O tratado elimina tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral, favorecendo exportações europeias de carros, máquinas e vinhos, e produtos sul-americanos como carne, soja e açúcar. Também facilita a participação de empresas estrangeiras em contratos públicos e estabelece regras ambientais. Críticos europeus temem concorrência para a agricultura local; defensores destacam potencial de revitalização econômica.
Antes de entrar em vigor, o acordo precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países do Mercosul. A implementação será gradual, com parte das medidas podendo levar mais de dez anos.
Fonte: DW




