
Manaus e Manacapuru podem registrar níveis acima da cota de inundação. A informação consta no 1º Alerta de Cheias do Amazonas de 2026, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) com mais de dias de antecedência para o pico das cheias.
Segundo os dados divulgados, para Manaus (AM), a previsão é que o rio Negro atinja cerca de 28,3 m, com um intervalo variando entre 27,55 m e 29,07 m (considerando 80% de intervalo de confiança). A probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação na capital (27,50 m) é de 92%. Para a cota de inundação severa (29 m) essa probabilidade é de 12%, e para a cota máxima (30,02 m em 2021) é de apenas 1%.
Já em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), a previsão é que o Solimões atinja, aproximadamente, 19,40 m, com um intervalo provável de 18,59 m a 20,21 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Segundo o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Manacapuru (18,20 m) é de 98%, mas para a cota de inundação severa (19,60 m) essa probabilidade é de 37%, já a cota máxima registrada em 2021 (20,86m) a probabilidade é abaixo de 1%.
Em Itacoatiara, o rio Amazonas pode chegar a 13,90 m, com intervalo provável entre 13,42 e 14,39 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Em Parintins, a previsão é que o rio Amazonas atinja um valor em torno de 8,16 m, com um intervalo provável entre 7,65 e 8,67 m (considerando 80% de intervalo de confiança).
De acordo com o pesquisador do SGB Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA), o cenário indica que será uma cheia com níveis próximos à média. “O ciclo 2025/2026 tem mostrado forte variabilidade, no início do processo houve a influência do La Niña, que refletiu em níveis no limite superior da faixa de normalidade. A partir de janeiro de 2026 iniciou-se uma transição para a neutralidade ESNO, trazendo os níveis para valores muito próximos da média nas principais estações monitoradas”, afirmou.




