TCEAM
Início Brasil Mesmo após suspeitas de irregularidades, ONG recebeu contrato de R$ 143 milhões...

Mesmo após suspeitas de irregularidades, ONG recebeu contrato de R$ 143 milhões da Prefeitura de SP

Foto: Recorte

A Prefeitura de São Paulo aumentou para R$ 143 milhões o valor do contrato firmado com o Instituto Conhecer Brasil, organização social responsável pela manutenção de pontos públicos de internet sem fio na capital paulista. O aditivo contratual foi assinado no fim de 2025, mesmo após apontamentos técnicos sobre irregularidades na prestação de contas da entidade.

Antes da ampliação, a ONG já havia recebido cerca de R$ 93,5 milhões da administração municipal. Com o novo ajuste, foram acrescentados mais R$ 49,2 milhões ao contrato, que permanece em vigor até o final de 2026. Atualmente, os repasses mensais à organização giram em torno de R$ 4,1 milhões.


O caso ganhou repercussão após a Polícia Civil de São Paulo abrir investigação para apurar possíveis desvios de recursos públicos vinculados ao contrato. A apuração também busca esclarecer se parte dos valores recebidos pela entidade teria sido utilizada na produção do documentário “Dark Horse”, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Instituto Conhecer Brasil é presidido por Karina Ferreira da Gama, empresária que também comanda a produtora responsável pelo filme. As suspeitas surgiram após análises identificarem inconsistências na prestação de contas referente ao exercício de 2024.

Relatórios técnicos da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia apontaram falhas consideradas graves, incluindo pagamentos em duplicidade a fornecedores. Os auditores recomendaram a devolução de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos, valor que, segundo a prefeitura, foi posteriormente restituído pela entidade.

A administração municipal afirma que o aditivo teve como finalidade garantir a continuidade dos serviços de conectividade oferecidos em milhares de pontos de wi-fi espalhados pela cidade. A gestão também sustenta que não há indícios de que recursos do contrato tenham sido destinados à produção audiovisual investigada.

Outro ponto observado pelos órgãos de controle envolve a aprovação das contas da organização antes da formalização completa da regularização das pendências apontadas nos processos administrativos.

Além da investigação sobre o contrato, vieram à tona vínculos entre integrantes da ONG e o deputado federal Mario Frias. Registros públicos mostram que o parlamentar destinou recursos por meio de emendas parlamentares à entidade e manteve relação profissional anterior com a presidente do instituto.

A Polícia Civil segue analisando documentos e movimentações financeiras para verificar a destinação dos recursos públicos e esclarecer as suspeitas levantadas no caso.

Fonte: DCM

Artigo anteriorHomem é encontrado morto na Avenida da Paz, no Tarumã
Próximo artigoVenezuelano é preso pela Rocam por tráfico de drogas na Rodoviária de Manaus

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.