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Ministro do Trabalho anuncia concurso com 1.500 vagas para perito médico federal em 2024

Demora para perícia médica do INSS dificulta a vida de quem está afastado - foto: recorte/arquivo

Lupi diz que as vagas serão destinadas exclusivamente às localidades com maior necessidade, como o Nordeste e o interior do Brasil

Além do concurso para perito médico federal, o ministro Carlos Lupi anunciou, nesta terça-feira (24), a elaboração de estudos para o uso da telemedicina na realização de perícias.


Outras políticas para reduzir a fila do INSS, como mutirões e concessão de benefícios por meio de análise documental, também foram apresentadas aos parlamentares.

Ao anunciar a realização do concurso para 1.500 vagas para perito médico federal, o ministro Carlos Lupi enfatizou que as vagas serão destinadas somente às regiões mais necessitadas, como Nordeste e interior do país.

“Vamos propor que o aprovado trabalhe por, pelo menos, 10 anos no local onde foi lotado”, afirmou Lupi.

Quanto à realização da perícia médica por meio da telemedicina, o ministro destacou que esse é um “instrumento de modernização que pode ser aplicado em até 70% dos casos”.

Espera tem atrapalhado a vida de muita gente que está afastada do trabalho – foto: Inss

“Estamos trabalhando firmemente para que a Previdência chegue até o cidadão, principalmente os mais carentes”, informou.

O ministro também apresentou aos parlamentares alguns resultados já alcançados com o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social. Em janeiro deste ano, 40% dos cidadãos esperavam até 45 dias para a realização da perícia média. Atualmente esse percentual é de 60%. Lupi reafirmou o compromisso de fechar 2023 com um prazo máximo de 45 dias de espera.

Entre junho e outubro foram realizadas dezenas de mutirões de perícia médica por todo o Brasil. Participaram da ação mais de 600 peritos médicos federais e foram feitas mais de 17 mil perícias.

Carlos Lupi afirmou que, “em 2024, a Previdência Social viverá uma nova fase. A humanização dos serviços e o atendimento presencial à população são fundamentais”. O ministro informou que, atualmente, cerca de 40% dos servidores estão em trabalho remoto, mas o intuito é que todos retornem ao trabalho presencial nas agências para melhor atender os segurados.

Ascom – Ministério da Previdência Social

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