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MPAM investiga “apagão” na aplicação de dinheiro público praticado pela prefeita de Eirunepé

Prefeita Professora Áurea é investigada - foto: recorte/Instagram

Prefeita Professora Áurea é investigada por “apagão” de transparência em Eirunepé

A prefeita de Eirunepé, Professora Áurea (MDB), entrou oficialmente no radar do Ministério Público do Amazonas (MPAM) devido à falta de clareza e omissão na divulgação de dados sobre a aplicação de recursos públicos.


A Promotoria de Justiça da Comarca instaurou um procedimento administrativo para fiscalizar o descumprimento das obrigações legais de transparência ativa no município.

O estopim para a investigação foi o vergonhoso desempenho da prefeitura no Ranking da Transparência MPC/TCE-AM 2025. Segundo o levantamento oficial, o Portal da Transparência sob a gestão de Professora Áurea apresenta um índice inexistente de transparência, o que sinaliza uma grave ocultação de dados que deveriam ser públicos e acessíveis à população em tempo real.

Aplicação dos recursos públicos é questionado pelo órgão de fiscalização no município no segundo ano de mandato da prefeita Áurea – foto: reprodução

A portaria, assinada pelo promotor de Justiça Cláudio Moisés Rodrigues Pereira, fundamenta-se em notas técnicas que comprovam que a prefeitura não alimenta o portal de forma clara ou completa. Na prática, a gestão municipal está impedindo que o cidadão saiba como e onde o dinheiro dos impostos está sendo gasto.

Os principais pontos da investigação incluem:

Índice zero: A classificação “inexistente” no ranking estadual aponta que a prefeitura ignorou quase todos os parâmetros mínimos de transparência exigidos por lei.*
Violação constitucional: A Promotoria destaca que a omissão de informações fere a Constituição Federal e compromete o controle social e a fiscalização dos gastos.

Ação do MP: O promotor Cláudio Moisés enfatizou que o acesso aos dados é um direito do cidadão: “O Ministério Público atuará para que o dever de transparência seja integralmente cumprido”.

Omissão e prazos

Diante do cenário de “apagão” administrativo, o MPAM expediu uma recomendação à gestão de Professora Áurea e também à Câmara Municipal para que regularizem os portais imediatamente.

Caso a prefeita continue ignorando a legislação vigente, a omissão pode resultar em ações judiciais por improbidade administrativa e danos ao erário, prejudicando ainda mais a imagem da administração municipal perante os órgãos de controle.

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