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Museu do Jardim Botânico homenageia defensores da Amazônia e valoriza a bioeconomia

“BioOCAnomia Amazônica”, em cartaz no museu carioca - Foto: Albert Andrade

O Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, recebe a exposição “BioOCAnomia Amazônica”, uma mostra imersiva que destaca a riqueza da biodiversidade da Amazônia e presta homenagem a lideranças que atuam na proteção da floresta, na valorização dos conhecimentos tradicionais e no fortalecimento da bioeconomia na região. A visitação é gratuita e segue aberta ao público até novembro de 2026.

Entre os homenageados estão o líder indígena e escritor Davi Kopenawa, reconhecido internacionalmente por sua atuação em defesa dos povos originários e da Amazônia, além de representantes de comunidades tradicionais do Amazonas, como Lucineide da Silva Garrido, Marlene Alves da Costa, Janderson da Silva Mendonça e Rosângela Cunha. A exposição apresenta as histórias e iniciativas dessas lideranças, evidenciando como suas ações contribuem para a conservação da floresta e o desenvolvimento sustentável.


A mostra foi concebida pelo SESI Lab e chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro com uma proposta interativa, reunindo experiências sensoriais, jogos educativos e recursos tecnológicos para aproximar o público dos desafios e das oportunidades da Amazônia.

O percurso expositivo é dividido em cinco eixos temáticos: “A floresta e o mundo”, “Saberes amazônicos”, “Bioeconomia”, “Indústria e inovação” e “Direitos da floresta”. Ao longo da visita, os participantes são convidados a refletir sobre a importância da biodiversidade amazônica, os impactos das mudanças climáticas, do desmatamento e da exploração ilegal de recursos naturais, além das soluções baseadas na ciência e nos conhecimentos ancestrais.

A cenografia foi produzida com materiais sustentáveis, incluindo plásticos reciclados e subprodutos da agroindústria, reforçando a proposta de unir preservação ambiental, inovação e educação. A iniciativa integra o projeto SESI Lab Itinerante, criado para levar exposições e atividades educativas a diferentes regiões do país e ampliar o debate sobre sustentabilidade.

A exposição também contou com a colaboração de pesquisadores, especialistas e instituições ligadas à Amazônia, reunindo contribuições de universidades, centros de inovação e organizações voltadas à conservação ambiental. A proposta é sensibilizar os visitantes sobre o papel estratégico da floresta para o equilíbrio climático do planeta e destacar o protagonismo das populações que vivem e preservam esse patrimônio natural.

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