Nego do Borel doa salário que ganha em ‘Malhação’ para ONG

O salário de cerca de R$ 3,5 mil que Nego do Borel ganha da Globo para atuar como o chapeiro Clayton de ‘Malhação’ vai todo para a ONG que o funkeiro fundou no Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo o jornal ‘Extra’, a ONG é chamada FNB (Família Nego do Borel) e foi fundada há um ano. Entre as atividades que a instituição oferece estão aulas gratuitas de boxe e judô para pessoas da comunidade, cursos profissionalizantes e distribuição de cestas básicas em dias especiais como Natal, Dia das Mães e Dia das Crianças.

“O dinheiro vai todo para a ONG que ele criou para ajudar pessoas da comunidade. Ele mantém a ONG sem a ajuda de ninguém, tudo sai do bolso dele”, informou a assessoria de imprensa do cantor.

A outra parte do dinheiro que sustenta a ONG sai dos shows que o cantor faz pelo Brasil. Nego não se apresenta por menos de R$ 40 mil reais e tem na sua agenda cerca de 40 apresentações por mês.

Mas o cantor também tem seu lado ostentação. Segundo o colunista Leo Dias, Nego do Borel acaba de comprar uma mansão em um condomínio fechado no bairro do Recreiro, no Rio de Janeiro.

A casa tem piscina, churrasqueira, sauna e muitas suítes. O preço do imóvel? Cerca de R$ 2 milhões, que foram pagos à vista.

Quando era mais jovem, o funkeiro trabalhava em uma kombi transportando moradores da comunidade do Borel para o centro do Rio de Janeiro. Durante as viagens, ele aproveitava para soltar sua voz. Pouco tempo depois, passou a apostar na música e trocou a kombi pelo baile funk.

Os primeiros salários do funkeiro foram destinados à mãe e serviram para arrumar os dentes. “Eu tinha dente podre, roupa feia, pereba na perna. Mas eu era super do bem. O cara ficava me seguindo o shopping todo. Fiquei um tempo sem aparecer. Voltei agora com meu carrão, ele me seguiu e pediu para eu tirar uma foto para a filha dele. Eu morava em frente a uma lixeira, minha casa era a última do morro. Estou vivendo o momento mais surreal. Eu achava que ia chegar até certo ponto, mas passei desse ponto faz tempo”, disse em entrevista ao site UOL.

(MSN)

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