O que é que a Veja não quer que o brasileiro veja?


Companhia Vale do Rio Doce em setembro de 2014 era assim.
Companhia Vale do Rio Doce em setembro de 1942 era assim.

Maio de 1997, o governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, faz um leilão para a privatização da Cia. Vale do Rio Doce. Com patrimônio de R$ 100 bilhões, a Vale é vendida por R$ 3,33 bilhões. Um escândalo! A revista Veja, que sempre se posicionou contra as privatizações do governo FHC, defensora árdua dos interesses nacionais, denunciou a venda da Vale a preço de banana e conclamou a população para lutar e impedir a entrega daquele patrimônio nacional. Ninguém atendeu aos apelos da Veja, apesar de contar, naquela época, com mais de 800 mil assinantes.

Hoje com equipamentos gigantescos e seus R$ 8 Bi de faturamento em 2013.
Hoje com equipamentos gigantescos e seus R$ 8 Bi de faturamento em 2013.

Sexta, 5 de setembro de 2014, a revista Veja denuncia um escândalo de corrupção montado na Petrobras, ao qual teve acesso depois que o ex-diretor da empresa, Paulo Roberto Costa,  prestou depoimento na Polícia Federal por meio da delação premiada. Ele está preso há três meses, por conta da Operação Lava Jato, mas somente agora resolveu abrir o bico. E, depois do depoimento, a Veja, que se tornou um instrumento de comunicação da Polícia Federal em época de eleição, divulgou uma lista com os nomes de alguns parlamentares e de alguns partidos que teriam se beneficiado com o esquema montado na Petrobras, exceto, mas, exceto mesmo, o PSDB.

A Veja conclamou o povo a ir para as ruas defender a Petrobras de mais esse escândalo. Conclamou a população a defender o Pré-sal, que também pode ser atingido. Mas ninguém, digo, ninguém atendeu ao apelo da Veja, apesar de seus atuais 300 mil assinantes – sim, caros leitores, a Veja está sofrendo de anorexia – exceto, mas exceto mesmo, o Aécio Neves. Ele foi alçado, subitamente, a condição de maior defensor da Petrobras, da ética, da moral e dos bons costumes. Sim, a Veja ainda acredita que Aécio crescerá nas pesquisas, apesar dos números recentes da CNT, do Vox Populi e do Datafolha dizerem o contrário.

Mas, o barulho da Veja ainda não parou. Até o dia 5 de outubro teremos outras capas da Veja com novos escândalos (dias 11, 18 e 25/09 e 03/10). E o alvo, como sempre, será o governo da Dilma e o famigerado PT. Depois, todos sabem o que acontece: no sábado a Folha e o Estadão publicam e, na segunda, o Jornal Nacional encerra o rodeio com grande estardalhaço. É um esquema que se movimenta desde 2002. Eles não cansam. Que pena!

A Veja e a Globo sabem que se Dilma ganhar a Polícia Federal continuará investigando os casos de corrupção em seu governo e fora dele. E o Ministério Público Federal continuará denunciando. E a CGU continuará apurando denuncias de corrupção nas centenas de prefeituras pelo País. E, assim, de grão em grão, quem sabe a PF não chega até as contas mantidas em paraísos fiscais por alguns membros de nossa elite, como os Marinhos e os Civita!

Sinceramente, ando com medo da revista Veja. Afinal, Marina parou de crescer. E vai descer ladeira abaixo, principalmente depois de ter afrontado os homossexuais, de ter plagiado artigo de pesquisador, de caminhar ombreada a uma herdeira de banco que sonega imposto de renda. A campanha começou a esquentar! Espero que a Polícia Federal coloque mais lenha na fogueira por intermédio da Veja.
Veja
Atenção Polícia Federal, continue investigando… E se não for muito incômodo, pode vazar para a revista Veja o conteúdo das investigações sobre o cartel na CPMT paulista, que até já indiciou José Serra! Pode sussurrar para a Veja por que o Pimenta da Veiga, que embolsou R$ 300 mil do Marcos Valério, ainda  é candidato ao governo de Minas! Pode soprar para a revista Veja por que o Arruda está solto e ainda disputando a eleição para o governo do Distrito Federal. E, por último, dizer no ouvido da Veja quem são os verdadeiros proprietários do avião que transportava Marina e Campos antes da tragédia? Espero que a próxima Veja trate disso. Ficarei no aguardo.

(Agência PT de Notícias)

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