
Operação da PF e do Gaeco contra espionagem implode comissões de Roberto Cidade e Wilson Lima a 3 dias do pleito
A coligação governista sofreu um baque devastador na manhã desta quinta-feira (01/10) após a Polícia Federal e o Gaeco deflagrarem uma operação contra espionagem política, implodindo as estratégias de reta final do governador Roberto Cidade (União Brasil), candidato à reeleição, e do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), candidato ao Senado.
A invasão dos agentes federais à sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) a apenas três dias da eleição destruiu a narrativa de estabilidade do grupo situacionista.
O impacto político da ação é classificado pelos analistas de bastidores como um ponto de não retorno, sufocando as chances de crescimento de Roberto Cidade, que já amargava um cenário de estagnação nas pesquisas de intenção de voto e agora lida com o carimbo de “arapongagem” estatal.

O escândalo desmoronou com as pontes que o marketing governamental vinha tentando construir na Calha do Juruá e na capital.
As buscas focadas na compreensão de computadores e relatórios secretos de inteligência, destinadas a monitorar adversários políticos, jogaram luz direta sobre o coronel PM Vinícius Almeida, candidato a deputado estadual pela União Progressistas e homem de extrema confiança de Wilson Lima, por quem foi nomeado em 2022.
Ao ver o aparato de segurança do Estado invadido pela PF sob a acusação de atuar como um comitê clandestino de perseguição, o eleitorado amazonense reagiu de forma imediata, gerando uma onda de indignação que ameaça arrastar toda a chapa majoritária para o naufrágio eleitoral.
Empurrando a campanha no barranco
Nos comitês de campanha de oposição, o clima é de consolidação, enquanto o grupo de Roberto Cidade entrou em colapso total, paralisando as agendas de rua e as inserções de rádio e TV para focar em reuniões jurídicas de emergência.
A tentativa anterior de Cidade de se blindar das crises empurrando o desgaste para Wilson Lima e repetindo que “respondia apenas pelo próprio CPF” perdeu qualquer coisa prática, já que a manutenção do coronel Vinícius Almeida na SSP-AM carimbou o elo de continuidade entre as duas gestões.
A operação da PF e do Gaeco funcionou como o tiro de misericórdia nas aspirações da União Brasil de forçar um segundo turno, deixando um chapa de Cidade e Wilson Lima isolados e sob o risco real de sofrer uma derrota acachapante antes mesmo da abertura das urnas no próximo domingo.




