
MANAUS | O policial militar Ederson Oséias Cordeiro Lira foi condenado a 17 anos, dois meses e oito dias de prisão pelo assassinato de Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos. O jovem foi morto a tiros durante uma festa de Natal, em Manaus, em 2024.
A decisão foi tomada após julgamento realizado pela 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. O Conselho de Sentença considerou o policial culpado por homicídio qualificado por motivo fútil.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Além da condenação criminal, a sentença determinou a perda do cargo público ocupado pelo réu na Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
O julgamento ocorreu ao longo de dois dias. Durante a sessão, os jurados também analisaram acusações relacionadas a outras duas pessoas que estavam na residência no momento do crime, João Batista Souza da Silva e Sane Sílvia Marques de Souza.
Nesse ponto, Ederson foi absolvido das acusações de tentativa de homicídio contra as duas vítimas.
Prisão imediata
A sentença determinou ainda a prisão imediata do policial para o início do cumprimento da pena. A medida teve como fundamento o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de execução imediata de decisões condenatórias proferidas pelo Tribunal do Júri.
A perda da função pública foi determinada com base no artigo 92 do Código Penal e em entendimentos do STF relacionados à perda de cargo em condenações que atendam aos requisitos previstos na legislação.
O caso agora segue os trâmites judiciais cabíveis.
Por Correio da Amazônia




