
Até que se decida o contrário, o Partido Progressista (PP-AM) vai apoiar o candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições 2022. Está é uma tendência única dos prefeitos do Amazonas, com base nas decisões do presidente da República, que reduziu o IPI em 25% e 35%, e outras medidas que atingem de morte o Estado.
Um dos que apoiarão Lula, pela proposta de continuidade da Zona Franca de Manaus (ZFM) na sua forma original, é o prefeito Anderson Sousa, do município de Rio Preto da Eva.
Empregos
Anderson disse que o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, deve conduzir o partido ao apoio a Bolsonaro, mas no Amazonas, a tendência é a população, no geral, apoiar Lula devido à falta de compromisso do presidente com os empregos e a economia do Estado.
O prefeito de Rio Preto acredita que pelo menos 80% dos municípios vão acompanhar o Lula nestas eleições presidenciais. “A primeira mexida que Bolsonaro deu nos concentrados, os municípios perderam, em média R$ 200 mil/mês e isto tem prejudicado a população de um modo geral”, destaca Anderson.
Outro motivo que incomoda os prefeitos do Amazonas, é a insegurança jurídica provocada pelo governo Bolsonaro e a falta de novos investimentos empresariais no Estado.
CAS
“Tira-se pela última reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), em que poucos investidores apresentaram projetos, os PPBs – (Processo Produtivos Básicos), que gerariam empregos, renda e desenvolvimento para os municípios do Amazonas”, aponta.
O Risco de perder as indústrias de concentrados, Coca-Cola, Ambev, provavelmente, foi determinante para a mudança de comportamento político dos prefeitos do Estado.
“A cervejaria holandesa Heineken International, que saiu do Amazonas para se instalar no estado de Minas Gerais, investiu mais de R$ 2 bilhões no novo endereço. Esse volume de dinheiro seria aplicado aqui no Estado, gerando empregos e renda”, concluiu.