
Com a chegada do verão amazônico e o aumento da procura por balneários, sítios, igarapés e comunidades localizadas em áreas rurais e periurbanas, a Prefeitura de Manaus reforça o alerta para a prevenção da malária. O período de vazante dos rios favorece a proliferação do mosquito Anopheles, transmissor da doença, elevando o risco de novos casos no município.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orienta que moradores e visitantes que frequentam áreas com transmissão ativa fiquem atentos aos sintomas da doença, principalmente febre, calafrios, dores no corpo, dor de cabeça, fadiga e mal-estar. A recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para realizar o exame, especialmente após visitas a locais considerados de risco.
Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador da Semsa, Marinélia Ferreira, o período sazonal da malária coincide com as férias escolares e os meses mais quentes do ano, quando aumenta o fluxo de pessoas para áreas de lazer em regiões de mata, rios e igarapés.
“O mosquito transmissor tem maior atividade ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é importante que a população utilize repelente, roupas de mangas compridas e evite permanecer desprotegida nesses horários”, orienta a enfermeira.

A rede municipal disponibiliza 55 pontos de diagnóstico da malária, sendo 38 na zona urbana e 17 na zona rural, com exames rápidos que permitem a confirmação da doença em poucos minutos e o início imediato do tratamento.
Dados da Semsa apontam que Manaus registrou 3.284 casos de malária entre janeiro e 30 de junho de 2026. Historicamente, entre junho e setembro, período considerado sazonal, o número de casos cresce, em média, 52,3% em relação aos primeiros meses do ano. Em 2025, o município contabilizou 8.383 casos, dos quais 3.341 ocorreram justamente nesse período.
Além do diagnóstico e tratamento gratuitos, a Prefeitura mantém ações permanentes de combate à doença, como busca ativa de casos, monitoramento de áreas de risco, instalação de mosquiteiros, aplicação de biolarvicidas e ações de controle do mosquito transmissor, incluindo o fumacê em locais estratégicos.
A Semsa reforça que a malária tem cura, mas o diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para evitar complicações e interromper a transmissão da doença.




