
Segundo a investigação, o suspeito oferecia kimonos e inscrições em competições para se aproximar das vítimas
O professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda, conhecido como “Esquisito”, foi preso na manhã desta segunda-feira (6), em Manaus, suspeito de cometer crimes de assédio sexual, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável contra adolescentes. Até o momento, sete vítimas já denunciaram o investigado, segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as vítimas permaneceram em silêncio por medo, mas decidiram denunciar após a repercussão de outros casos de violência sexual envolvendo o ambiente esportivo.
As investigações apontam que o professor conquistava a confiança das adolescentes oferecendo kimonos, inscrições em campeonatos e outras vantagens relacionadas aos treinos. Em seguida, ele se oferecia para dar carona às alunas, mas, durante o trajeto, desviava o caminho e as levava para hotéis, onde, segundo a polícia, os abusos eram cometidos.
Uma das vítimas tem apenas 14 anos. A Polícia Civil apura se o suspeito utilizava sua posição como treinador para selecionar adolescentes em situação de vulnerabilidade e ampliar o número de vítimas.
Além dos crimes de violência sexual, a delegada informou que a polícia também investiga a possibilidade de Carlos Vieira Holanda oferecer adolescentes a outras pessoas em troca de vantagens. Essa linha de investigação ainda está em andamento e dependerá da coleta de novas provas e depoimentos.
A prisão foi realizada na residência do investigado, após um trabalho de monitoramento. Conforme a Polícia Civil, ao perceber a chegada dos agentes, Carlos tentou fugir pulando a laje da casa, mas o imóvel já estava cercado pelas equipes, que conseguiram capturá-lo.
Carlos Vieira Holanda permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforçou que as investigações continuam e pede que outras possíveis vítimas procurem a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) para registrar denúncia e colaborar com o inquérito.
Por Correio da Amazônia




