Recife foi a décima cidade mais congestionada do mundo em 2018, diz pesquisa

Trânsito na avenida Governador Agamenon Magalhães (04/06/2018) - Foto: Futura Press/FolhaPress

A empresa estadunidense de monitoramento via GPS TomTom publicou neste mês seu relatório de níveis de trânsito em 403 cidades de 56 países – uma das pesquisas mais respeitadas em nível internacional sobre congestionamentos.

Segundo ela, as taxas de engarrafamentos continuaram a crescer na última década, com cerca de 75% das cidades analisadas registrando aumentos ou níveis estáveis de congestionamentos de veículos entre 2017 e 2018. Nas cidades brasileiras, mesmo com o licenciamento online, que agiliza os números sobre a frota, os estudos são feitos com base no volume de carros nas ruas.

O método da TomTom, por sua vez, consiste em medir o quanto de tempo adicional uma viagem necessita nos piores horários do dia em comparação a momentos de vias livres.

Mumbai, na Índia, foi a cidade mais entupida do planeta em 2018, com um aumento de 65% de tempo gasto no trânsito em relação a uma mesma viagem realizada fora dos horários de pico da manhã e do fim da tarde. Em seguida estão duas cidades latino-americanas: Bogotá, na Colômbia, com aumento de 63% no tempo de deslocamento, e Lima, no Peru, com 58%. As cinco primeiras posições terminam com Nova Déli, também na Índia (58%), e Moscou, na Rússia (7%).

A cidade brasileira mais “bem” colocada no relatório da TomTom é Recife, na 10ª posição, com um aumento médio de 49% no tempo de deslocamento pelas vias da cidade quando comparado ao mesmo trajeto fora dos horários problemáticos. A capital pernambucana fica atrás da Cidade do México (México, com 52%), de Bangkok (Tailândia, 53%), Jacarta (Indonésia, 53%) e Istambul (Turquia, 53%).

São Paulo subiu 53 posições entre 2017 e o ano passado, diz relatório/Foto: Divulgação

São Paulo, na 21ª posição, com 42% de tempo adicional de deslocamento, subiu 53 posições em relação a 2017. Naquele ano, o sistema de medição da TomTom dizia que o motorista na capital paulista tinha um acréscimo médio de 30% de tempo das viagens nos piores horários de trânsito — o que colocava na 74ª posição mundial, atrás de Buenos Aires, na Argentina, Salvador, Recife e Fortaleza no ranking latino-americano.

Em 2017, além disso, o Rio de Janeiro era a oitava cidade mais intransitável do mundo e a oitava da América Latina.

No ranking do ano passado, porém, São Paulo supera tanto a Cidade Maravilhosa (42% de tempo adicional, na 22ª posição) quanto Santiago, no Chile (40%, na 28ª posição), Salvador (38%, 35ª posição), Buenos Aires (36%, 46ª colocação) e Fortaleza (35%, 50ª posição). A lista ainda tem Belo Horizonte, em Minas Gerais (68ª colocação), Curitiba, no Paraná (147ª), e Brasília, no Distrito Federal (249ª).

A TomTom, no entanto, elogiou o avanço realizado na capital indonésia, que, mesmo estando na sétima posição da lista, teve uma queda de 8% em suas médias de congestionamento em 2018. O impacto do trânsito é tão significativo em alguns lugares que se locomover por eles fora dos horários de pico significa economias enormes de tempo – casos de Tel Aviv, em Israel, e Istambul.

Entre as metrópoles com mais de 8 milhões de pessoas, apenas duas registraram taxas menores do que 30%: Chicago, nos EUA, com 28%, e Tianjin, na China, com 27%. Para a TomTom, as melhores cidades do mundo para dirigir são Greensboro-High Point, na Carolina do Norte (EUA), e Cádiz, na Andaluzia, na Espanha – com uma mudança de tempo de apenas 9% nos horários de pico.

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