Rede Estadual inova no tratamento de doenças coronarianas no AM

Foto: Jair Campos/SUSAM

O Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), está introduzindo dois novos métodos na cardiologia intervencionista que vão tornar mais eficientes o diagnóstico e o tratamento das doenças coronarianas. A equipe de cardiologistas da instituição acaba de passar por treinamento para começar a utilizar o Ultrassom Intracoronariano (OCT) e a Reserva de Fluxo Fracionado ou Fractional Flow Reserve (FFR), dois métodos auxiliares que tornam o cateterismo mais eficiente na hora de indicar o tratamento adequado das lesões coronarianas mais graves.
O treinamento foi realizado entre segunda e terça-feira (13 e 14), pelo cardiologista intervencionista Ricardo Costa, do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo, com o qual a Susam mantém parceria por meio do hospital Francisca Mendes. Costa também é médico do Hospital Sírio Libanês e do Hospital do Coração. “O objetivo é capacitar a equipe do Francisca Mendes para que a gente possa estar sempre trazendo para o Amazonas o que está se fazendo nos melhores hospitais do coração do Brasil”, afirmou o secretário Estadual de Saúde, Francisco Deodato Guimarães.

De acordo com o diretor do HUFM, Pedro Elias de Souza, os novos procedimentos estão entrando na rotina do hospital para tratar aqueles pacientes mais graves, que necessitam de indicações mais precisas de tratamento. “Com os novos equipamentos, o setor de hemodinâmica ganha muito em qualidade e melhoria no atendimento aos nossos usuários”, destaca, ao lembrar que o Hospital Francisca Mendes é referência em cardiologia, não apenas para pacientes do Estado, mas para toda a região Norte, haja vista que 25% da demanda do hospital vem de estados vizinhos.

O cardiologista Rodrigo Costa afirma que tanto o OCT quanto a FRR são métodos invasivos complementares que auxiliam no tratamento dos pacientes submetidos à revascularização do miocárdio. “Eles nos ajudam na tomada de decisão clínica e também podem auxiliar no tratamento de lesões complexas, otimizar esses tratamentos e trazer melhores resultados para esses pacientes em longo prazo”.

O médico destaca ainda que os dois métodos podem oferecer melhor resultado nas lesões coronárias mais graves e são essenciais quando há divergência de diagnóstico ou numa situação clínica que não é bem identificada pelos métodos não-invasivos.

Foto: Jair Campos/SUSAM

Para o médico da equipe de cardiologia intervencionista do Francisca Mendes, Rodrigo Castro, a implantação dos novos procedimentos vai permitir um avanço maior na qualidade do atendimento. “Os métodos podem servir para determinar com mais precisão quais os pacientes que podem se beneficiar do tratamento da angioplastia coronária e aqueles que não devem ser tratados. Pela avaliação fisiológica das obstruções coronarianas você pode determinar as lesões que requerem tratamento, diferenciando-as das que não requerem”.

Entenda os métodos – O Ultrassom Intracoronariano é um exame complementar invasivo que fornece imagem intravascular mais precisa, permitindo definir a anatomia das lesões, o conteúdo e a características dessas placas e determinar a necessidade ou não de tratamento de lesões ambíguas, principalmente no tronco da coronária esquerda, que é o vaso principal das artérias do coração. Além disso, permite otimizar o tratamento da angioplastia, propriamente dita, guiando a escolha mais adequada dos stents e dos balões usados para dilatar os vasos.

Já o FRR é um método rápido, simples e bastante confiável para identificar as obstruções que estão produzindo isquemia miocárdica.

 

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