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Retirada da vesícula é a 3ª cirurgia mais feita pelo SUS; entenda quando operar

Foto: Recorte

A colecistectomia por videolaparoscopia, procedimento para retirada da vesícula biliar, foi a terceira cirurgia mais realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2024, com mais de 182 mil intervenções. O procedimento é indicado principalmente para casos sintomáticos de pedra na vesícula — condição que atinge cerca de 1% da população mundial e é mais frequente em mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde, a vesícula armazena a bile, substância produzida pelo fígado para auxiliar na digestão de gorduras. Quando há desequilíbrio na sua composição, podem surgir cálculos biliares, formados pela cristalização da bile.


A gastroenterologista Marina Pamponet explica que, embora de 70% a 80% dos pacientes permaneçam assintomáticos, em casos de dor intensa, inflamação ou obstrução dos canais biliares, a cirurgia é indicada. “Não é preciso se preocupar excessivamente ao identificar um cálculo, mas é fundamental observar sinais como dor abdominal, febre ou pele e olhos amarelados”, ressalta.

Fatores de risco e prevenção

A formação de cálculos está associada à obesidade, dietas ricas em gordura, envelhecimento, questões hormonais, rápida perda de peso e histórico de cirurgia bariátrica. Também há relatos da condição em usuários de medicamentos análogos ao GLP-1, que aceleram o emagrecimento — ainda sem comprovação definitiva de relação causal.

A prevenção inclui manter dieta equilibrada, evitar mudanças bruscas de peso e adotar hábitos saudáveis.

Diagnóstico e tratamento

O exame de escolha para diagnóstico é a ultrassonografia abdominal. Quando necessário, a cirurgia remove toda a vesícula, já que ela não é essencial para a digestão. Sem o órgão, o fígado continua produzindo bile normalmente, embora alguns pacientes possam apresentar diarreia após refeições gordurosas.

O SUS oferece tratamento integral para a condição, que pode incluir medicamentos para controle da dor ou a retirada cirúrgica, geralmente por videolaparoscopia. A versão convencional da cirurgia, mais invasiva, foi a quinta mais realizada no país em 2024, com cerca de 135 mil procedimentos.

Ignorar cálculos sintomáticos pode levar a complicações graves, como pancreatite ou icterícia, reforçando a importância do acompanhamento médico e da avaliação criteriosa para definir a necessidade da operação.

Fonte: g1

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