Sobe para 22 número de casos de doença transmitida por fungos em Manaus

Gato é examinado em Manaus — Foto: Valdo Leão / Semcom

Subiu para 22 o número de casos suspeitos de “esporotricose animal”, doença transmitida por fungos e que afeta tanto pessoas quanto animais, especialmente os gatos. Apesar do aumento, a doença não é letal e tem tratamento, como informa o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em Manaus. O órgão também afirma que abandonar os animais não é a solução para o problema.

Até o domingo (13), quatro casos da doença tinham sido confirmados. O bairro mais afetado é o da Glória, na Zona Oeste da capital, mas o CCZ já investiga a proliferação nos bairros Aparecida e Santo Antônio.

Segundo a diretora do CCZ, a médica veterinária Patrícia de Paula Roberto, investigações do órgão mostram que os primeiros casos da doença podem ter sido registrados entre agosto e setembro.

Em casos mais graves, entrar em contato com o CCZ pelo número 0800-280-8280.

A veterinária também alertou sobre o abandono de animais. Segundo ela, a prática pode levar a uma maior disseminação da doença na cidade. O mais orientado é castrar os animais e, caso o bicho apareça com algum sintoma da doença, isolá-lo.

“É importante esclarecer para a população não abandone os animais. É uma doença que tem cura. Abandonar os animais, além de ser crime, vai disseminar a doença e a gente pode acabar perdendo o controle na cidade. Se o animal é saudável, principalmente o gato macho, a solução é castrar, para que ele não saia de casa e não se contamine”, pediu.

Patrícia também informou que o CCZ estuda criar uma área dentro do próprio órgão para receber animais de ruas, infectados pela doença. O centro também deve intensificar a castração de animais saudáveis provenientes do bairro da Glória, principalmente para os tutores que não tem condições de realizar o procedimento.

“A gente vai contar com a ajuda dos protetores para tentar capturar os animais que estão na rua também, e podem estar contaminados, para avaliar e ver o que a gente pode fazer. Devemos ter uma resposta mais ampla nos próximos dias”, resumiu.

G1

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