
O festival “#SouManaus Passo a Paço 2026” encerrou sua programação neste domingo (13), após 10 dias de atividades culturais no Centro Histórico de Manaus. A última atração foi o Cine “#SouManaus”, realizado no Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), com a exibição de produções de realizadores amazonenses.
Promovido pela Prefeitura de Manaus, por meio da ManausCult, o festival reuniu mais de 150 atrações e cerca de 8 mil trabalhadores da cultura em diferentes espaços da região central da capital.
A programação contou com música, teatro, dança, humor, exposições e cinema, ampliando o espaço para artistas locais apresentarem seus trabalhos e aproximando o público de diferentes manifestações culturais.
Para o diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, a edição de 2026 alcançou resultados históricos e deixou ações que devem continuar mesmo após o encerramento do festival.
“É o maior festival da história, já tem o maior público da história. Estamos aqui fazendo esse encerramento de um modo muito especial. Tem muita coisa que o ‘#SouManaus’ termina, mas também que vai continuar para além do festival”, afirmou.
Cinema amazonense
O audiovisual ganhou destaque no encerramento com uma mostra dedicada a produções locais. Para o produtor audiovisual Bruno Pantoja, iniciativas como o Cine “#SouManaus” são importantes para aproximar os filmes amazonenses do público.
“O cinema precisa do público e o público precisa desses espaços. Então, é sempre salutar que o município possa estar fomentando esses espaços”, destacou.
Entre os trabalhos exibidos esteve o documentário “Da Silva da Selva”, dirigido por Anderson Mendes, que apresenta a trajetória de vida e artística do artista plástico amazonense Da Silva da Selva.
Segundo Mendes, ações de incentivo ao audiovisual contribuem para fortalecer o setor e gerar oportunidades para profissionais da área.
“O audiovisual gera emprego e renda. Cultura é um mercado muito forte aqui na nossa região. Então, oportunidades como essa são fundamentais para a gente mostrar o nosso trabalho como realizador e ter uma formação de plateia”, afirmou.
A mostra também apresentou “Mata-Gato”, primeiro filme dirigido por André Cunha. Inspirada nos filmes de terror dos anos 1980 e produzida com efeitos práticos, a obra utiliza o gênero fantástico para abordar temas como abandono, solidão, violência e a situação de animais de rua.
Público destaca produções locais
O público também aprovou a iniciativa de levar o cinema produzido no Amazonas para espaços de maior circulação.
A professora de Artes Maíra de Santana destacou a qualidade das produções locais e defendeu que elas sejam cada vez mais apresentadas à população e aos estudantes da rede pública.
“Temos grandes trabalhos aqui. Apesar de serem curtas, são filmes que não deixam a desejar a nenhum lugar do país”, afirmou.
Com o encerramento, o “#SouManaus 2026” deixa como marca a diversidade de atrações e a valorização dos artistas e produtores locais. A programação também reforçou a ocupação dos espaços culturais do Centro Histórico e a aproximação entre a produção amazonense e o público.




