
A situação funcional do atual trabalhador dos transportes escolares, Josildo de Oliveira, está intrigando até mesmo os mais experientes sindicalistas do Amazonas
Em uma entrevista recente, o presidente dos Transportes Especial (Sindespecial), William Enock, disse não entender como alguém pode trabalhar em três empregos, ao mesmo tempo, em horários simultâneos e em locais diferentes e distantes entre si.
Mas o ‘trabalhador’ Josildo de Oliveira está conseguindo.
Ou seja, Enock quis apontar as jornadas de 08 horas/diárias, que Josildo de Oliveira, cumpre na empresa São Pedro, que é dos transportes Rodoviários Urbano.
No mesmo horário Josildo trabalha na empresa Millênium, onde esquentou a CTPS recentemente.
E por último, a três meses ele transporta alunos da rede pública de ensino no Transporte Escolar, pela categoria do Especial.
Simultaneamente, Josildo é diretor dos transportes Especial, para onde foi nomeado na semana passada e faz um ‘bico’ no sindicato dos Rodoviários, onde dá expediente diário.
Entrevista
Lembrando, que nos dois últimos meses, ele também dá entrevistas no programa a Verdade do Trabalhador, às 05 horas da manhã, na rádio O Povo, no Distrito Industrial.
Tripla jornada
O que diz o Artigo 58 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): a duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá 08 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite.
No caso do Josildo, ele trabalha 3×8 horas/dia, mais dois bicos, sem intervalo para refeições e repouso e sem tempo de visitar a família.
Relógio do ponteiro grande
Mesmo sem abrir mão dos empregos nos transportes Urbanos, na empresa Milênio, na empresa São Pedro e nos transportes de alunos para a rede pública de ensino, Josildo de Oliveira ameaça participar de eleição no Especial, à força.
Para os diretores do Especial, o relógio do “supertrabalhador” deve ter o ponteiro gigante.
Mas como para tudo tem remédio, os advogados dos sindicatos estão encaminhando denúncia de tripla jornada ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e outra ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), exigindo que Josildo explique como ele consegue exercer todas as funções ao mesmo tempo.