Tecnologia antiterrorismo ganha espaço no país – por Marco Antonio Barbosa

Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil

Pilar retrátil com a capacidade de parar dois caminhões de oito toneladas a 80 km/h teve aumento de 50% de procura para evitar roubos no comércio e em indústrias.

A alta taxa de criminalidade no Brasil, principalmente contra comércio e indústria, faz com que tecnologias utilizadas contra o terrorismo ganhem espaço no mercado brasileiro. A CAME do Brasil – empresa de origem italiana com mais de 40 anos no mercado e líder mundial em produtos para automação de acesso – teve, no último semestre, um aumento de 50% na procura pela tecnologia dos pilares retráteis. Esta mesma tecnologia é utilizada no Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, para evitar que carros invadam o local, tática muito utilizada, por exemplo, em assaltos a empresas de valores aqui no Brasil.

“Os nossos pilares são usados no mundo todo como tecnologia antiterrorismo, mas aqui no Brasil, ganham mercado contra os assaltos a empresas. O Urbaco ONE 50, por exemplo, consegue aguentar dois caminhões de oito toneladas a 80 km/h (confira no vídeo). Isso reduz os riscos de invasão nas empresas e estabelecimentos, além de reduzir consideravelmente o valor do seguro aos que instalam esse sistema de proteção com pilares que possuam certificação”, explica Marco Barbosa, diretor da Came do Brasil.

Presente no Brasil desde 2010, com sede em Indaiatuba/SP – Foto: Divulgação

A criminalidade encarece e chega ao bolso do consumidor. Neste ano, o Atlas da Violência, estudo realizado e divulgado este mês pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que o preço dos produtos e dos serviços pode aumentar até 30% por causa dos gastos relacionados à segurança. Para evitar prejuízos maiores, as lojas também diminuem seus estoques. Este ‘custo violência’ influi também diretamente no valor de fretes, devido ao alto número de roubos de carga.

“Olhando para todo esse cenário, buscamos trazer para o Brasil tecnologias de ponta que valham o investimento por parte das empresas. O objetivo é que elas diminuam os gastos com segurança, em médio e longo prazo, e isso influencie diretamente na queda valor dos produtos finais. A criminalidade sempre buscas novas formas de burlar estes sistemas e nós, do setor de segurança, precisamos estar atentos e encontrar formas de impedir isso”, afirma Marco Barbosa.

Segundo a Pesquisa Nacional sobre Segurança Eletrônica, realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Segurança Eletrônica (Abese), 95% do mercado de segurança deve lançar novos produtos.

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