
O Brasil avança no desenvolvimento da terapia celular CAR-T com iniciativas integradas entre centros de pesquisa e o setor público. O Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein lidera um dos projetos mais avançados do país, com produção integral em território nacional.
O projeto CARTHIAE, primeiro estudo clínico brasileiro aprovado pela Anvisa nesse modelo, adota a estratégia point-of-care, reduzindo o tempo entre coleta e infusão para cerca de 12 dias e diminuindo custos. Os resultados preliminares indicam taxa de resposta em torno de 80%, com perfil de segurança semelhante ao de terapias internacionais.
A iniciativa integra o Proadi-SUS e se soma a esforços de outros centros nacionais, fortalecendo a base científica para ampliar o acesso à terapia CAR-T no Brasil.
Nelson Hamerschlak é coordenador da Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein.
Fonte: R7




