Uma briga pelo comando do tráfico de droga pode ser interminável no Amazonas

Parece que tudo está sob controle, até a explosão/Foto: Divulgação

Presos do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) realizaram motim na tarde de hoje, segunda-feira (02), não havendo ainda, informações sobre fugas ou feridos. Essa, é a terceira rebelião em uma unidade prisional de Manaus, em menos de 24 horas. Segundo o governo do Amazonas, a situação está controlada.
Em nota, o governo informou que detentos alojados em um dos pavilhões tentaram efetuar uma fuga, e foram impedidos pelo reforço da Polícia Militar que estava empregado na unidade. Ao G1, populares disseram ter ouvido barulho de tiros. Uma quarta ocorrência foi registrada no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Segundo nota, os internos se movimentaram em um “batidão de grade”, que foi contornado logo em seguida pela direção da unidade. A situação é considerada estável nas duas unidades.

O CDPM tem superlotação de 176%. A capacidade é para 568 presos. No entanto, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirma que o local tem, atualmente, 1.568 internos.  A rebelião ocorre poucas horas após o fim do motim no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que durou mais de 17 horas e resultou em pelo menos 60 mortes. Tanto o Compaj quanto o CDPM estão localizados na BR-174, que liga Manaus a Boa Vista (RR).

Parece que tudo está sob controle, até a explosão/Foto: Divulgação

No domingo (01), a Seap registrou rebelião e fuga de 87 presos no Ipat. De acordo com o governo, a ocorrência tem relação com a rebelião no Compaj.

Muito se tem discutido sobre esse triste episódio que não é isolado, mas, se atentarmos para o fato de que se trata de uma briga entre duas facções criminosas, há de se concluir que o massacre que foi iniciado ontem e que prosseguiu hoje, é, nada mais nada menos, de uma guerra pelo poder da hegemonia do comando do tráfico de drogas.

Assim sendo, se prevê interminável o duelo entre as duas facções, sejam quaisquer que sejam as providências, pois a força da FDN no comando do império das drogas na região, jamais abrirá mão desse domínio a qualquer outra facção, muito menos ao PCC.

É necessário então, que medidas drásticas sejam estabelecidas para evitar que o seguimento do confronto seja estabelecido, colocando de lado qualquer relação desse fatídico episódio, na relação entre um confronto entre dois poderes de facções que buscam manter o predomínio   das ações no comando do tráfico na região, com as medidas estabelecidas pelos Órgãos de Segurança do Amazonas, muito menos com as normas de seguranças no sistema prisional do Estado.

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