Venezuela recebe delegação dos EUA; petróleo e gás é a base das conversas

Biden e Maduro na posse de Dilma Rousseff em 2015 foto: reprodução

O New York Times informou  que autoridades de alto escalão dos EUA embarcaram para a Venezuela no sábado (5) para se reunir com o governo do presidente Nicolás Maduro.

Segundo o jornal, a viagem faz parte dos esforços do governo Biden de “separar a Rússia de seus aliados internacionais restantes em meio a um crescente impasse sobre a Ucrânia”.

Segundo um dos participantes das negociações, o governo Maduro recebeu bem a iniciativa de Biden.

A viagem é a visita de mais alto nível de autoridades de Washington a Caracas, capital da Venezuela, em anos. Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Maduro e fecharam sua embaixada em Caracas em 2019.

O governo Trump então tentou derrubar o governo de Maduro, com apoio do governo Jair Bolsonaro.

A resposta do governo Maduro às duras sanções econômicas de Trump foi o estreitamento das relações com a Rússia, assim como do Irã e da China. As empresas de energia e os bancos russos têm sido fundamentais para permitir que a Venezuela continue exportando petróleo, a maior fonte de divisas para o país.

Há um interesse estratégico dos EUA no movimento, segundo o NYT: “Quando os EUA e seus aliados começaram a considerar sanções às exportações russas de petróleo e gás para punir o país pela devastação causada na Ucrânia, vozes proeminentes afiliadas aos dois principais partidos políticos americanos apontaram a Venezuela como um potencial substituto”.

Um dos envolvidos na negociação é Scott Taylor, um ex-deputado republicano da Virgínia. Ele afirmou ter conversado na noite de sexta-feira com um empresário venezuelano que sinalizou que a equipe de Maduro estava ansiosa para retomar as relações com os Estados Unidos.

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