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Wilson Lima, agora, culpa a Justiça pela greve nos transporte rodoviários em Manaus

Governador disse que depende da Justiça para pagar trabalhadores do sistema de transporte em Manaus - foto: reprodução

Poucas horas após as declarações do prefeito David Almeida, o governador Wilson Lima (União Brasil) foi às redes sociais para apresentar a sua versão sobre o travamento dos repasses do Passe Livre Estudantil.

Na defesa, o governador — que já se movimenta como pré-candidato ao Senado — negou qualquer omissão e transferiu a responsabilidade do atraso de R$ 90 milhões a decisões da Justiça do Amazonas.


Segundo Wilson Lima, o Estado já realizou depósitos em juízo para garantir a continuidade do benefício, mas os recursos estariam retidos devido a um embate jurídico sobre o valor da tarifa. O governador tentou justificar que o Estado se comprometeu a pagar o valor da meia-passagem praticado na catraca (R$ 2,50), enquanto a gestão municipal exige o pagamento da “tarifa técnica” ou de remuneração, que ultrapassa os R$ 8,00. Só que até o momento não efetuou o repasse.

Opção pelo menor valor

Wilson Lima sustenta que a Justiça já deu decisões favoráveis ao Estado, validando o pagamento pelo valor menor (R$ 2,50), mas que recursos e manobras processuais impedem que o dinheiro chegue efetivamente ao sistema de transporte. “O dinheiro está depositado, a Justiça é quem detém o controle desses valores”, sinalizou o governador em suas redes sociais.

Rusgas deixadas pelo d

ivórcio

O embate atual teve início no ano passado, por ocasião do divórcio entre o executivo municipal com o estadual. Wilson Lima já havia suspendido repasses após o ‘rompimento dos laços’ com David Almeida, motivado por divergências no programa Asfalta Manaus. Na época, o governador alegou que a prefeitura não prestava contas adequadas sobre a aplicação dos recursos conjuntos.

Enquanto Wilson Lima tenta devolver a responsabilidade da paralisação dos transportes, agora para Justiça, os motoristas e cobradores mantêm o indicativo de greve ativo.

Para o Sinetram (Sindicato das Empresas), sem o recurso – esteja ele no caixa do Estado, da Prefeitura ou sob custódia da Justiça – não há como garantir o pagamento integral da folha salarial dos rodoviários.

Vídeo fego nas redes sociais:

FONTEPrefeitura faz sua parte, afirma David Almeida
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